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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Presente de Natal ! (mas vai demorar ...)


"Barbra" e Seth. Precisa mais? Dois comediantes generosos (ok, ele bem mais que ela, mas ela é diva) com timing perfeito. Seth aliás me tranquilizou ao voltar à velha boa forma, fofo, um ursinho rs.
Ok, tem o lance da saúde, mas realmente detestei quando ele apareceu todo magrelo e rasgado. 
A graça nasce da imperfeição, da assimetria, do que foge ao previsível. Talvez esse seja o motivo de todas as pessoas engraçadas terem em comum uma paradoxal melancolia (Assista o filme O Palhaço que você vai entender melhor e ressignificar o valor da graça, do humor no cotidiano).
Mas o filme em questão é quase uma catarse para a galera da geração X, que vive às voltas nos divãs a busca de respostas existenciais infindáveis...
Esse tipo de comédia é quase terapeutica. Você leva sua mãe, todo mundo se identifica, rindo de leve e todo mundo acaba pensando um pouco, o que é sempre bom: arejar a mente. 
Porque de repente aquele menino é um homem, que talvez você nem conheça direito e que também não te conhece direito. Mas vocês são mãe e filho... Ironias da vida. E em uma destas, um filho (Seth) é obrigado a fazer uma viagem de 8 dias de carro com sua mãe (Barbara).
Confie em minha opinião: não tem como dar errado. 
Desopilante.
Eu ri só de ver o video acima.
Infelizmente, lançamento previsto apenas para o Natal.
Mas, já fico feliz esperando risadas garantidas.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A grande virada

"Bobby Walker vive  o “sonho Americano”: tem um bom emprego, uma família bonita, um deslumbrante Porsche na garagem… Mas quando a política de redução de pessoal deixa a ele e a seus companheiros Phil Woodward e Gene McClary sem trabalho, ostrês se veem obrigados a redefinir suas vidas como homens,maridos e como pais de família." (Filmes de Cinema)


Se você já viveu um pouco da vida real, sabe que nem todos sonhos duram pra sempre. Talvez nem sejam sonhos afinal. Como diriam no podcast Papo de Gordo, "a vida, esta ordinária, chega e f#d% com tudo...". E lá está você novamente, praticamente onde começou, só que mais velho e com obrigações. Na sociedade do culto à juventude, o mercado rejeita quem ousa exibir rugas e cabelos grisalhos.  De onde tirar forças?
Achei o filme A Grande Virada, muito bom. Até pelo fato de mostrar um lado dos EUA que poucos abordam: a destruição do sonho americano, a queda do mercado, a quebra do mercado imobiliário e das grandes indústrias, o mundo das fusões desumanas, do mercado sobre a vida.
Num mundo em constantes mudanças, de inversão de valores, um filme sensível e verssímel. EM cartaz no Telecine Premium.

domingo, 20 de maio de 2012

Academia Paul Newman de Envelhecimento

Envelhecer nunca á fácil. Passar da vida boa de bebê para explorar o mundo sobre as próprias pernas é excitante, mas ao mesmo tempo demanda muito treinamento, tombos etc. Envelhecer exige, em qualquer fase, novos aprendizados. Se não é assim com uma maioria, não significa que a mesma esteja correta. Valorizo muito pessoas que sabem envelhecer, que são sua melhor versão em cada fase da vida, que aceitam as mudanças com seu ganhos e perdas sem assombros. 
Sempre gostei de Paul Newman. Sou uma esteta, amo a beleza. Mas com o tempo, lendo sobre o ator, realmente me apaixonei por sua personalidade inquieta e, ao mesmo tempo, ponderada e segura. Coisa mais linda, passou a vida casado com a mesma mulher, e ao que tudo indica, feliz e apaixonado. Não se restringiu apenas à arte. Paul era um cara empreendedor. A grana que ganhou em Hollywood multiplicou-se em investimentos sólidos, como sua famosa marca de molho de tomate (veja que homem encantador). Paul passeou pelas corridas de carro, sua paixão, mas não se matou nas pistas. Paul sempre foi o cara. Alguém de quem eu sempre gostaria de saber a opinião em qualquer assunto.
Deveriam fundar uma Academia Paul Newman de envelhecimento. Ele parecia saber o segredo... 

Olha o molho do Paul pra vender no mercado gringo...

Paul Newman jovem. Apolo encarnado.

Paul Newman vinho - melhor com os anos...

Paul, o velho - lindo, parece uma escultura...
Uma figura imponente e poderosa, o oposto visto em idosos

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Criando rato por lebre

Fuçando no youtube em busca de vídeos para o post semanal "Fofura da semana" aqui do MH, encontrei esta reportagem (assista inteira, por favor)


Depois de ver o vídeo, algumas coisas ficaram claras para mim:

1. A dona Edilce é a a cara da Oprah!

Reação e palavras de Oprah ao assistir ao vídeo.
2. Perto dali, uma aflita mamãe-rata devia estar se perguntando...


3. Dona Edilce precisa juntar o povo pra ver esse filme...

Viu, dona Edilce? Esse cachorrinho ainda pode virar ARTISTA!  

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Globo de Ouro 2011 feelings

Cena do filme "A rede social" - vencedor previsível da noite
Globo de Ouro, quase uma prévia do Oscar, rolou ontem a noite. De modo geral, foi tão previsível que até deu sono. O filme vencedor foi "A rede social", assim como será no Oscar desse ano.
 Pra conferir todas as premiações CLIQUE AQUI.
Fiquei muito feliz pela vitória de Annette Bening como MELHOR ATRIZ DE COMÉDIA OU MUSICAL pelo filme Minhas Mães e Meu Pai. Annette é uma injustiçada crônica no Oscar. Acho que não havia recebido o devido valor até então. Só no Globo de Ouro uma comédia pode premiar uma atriz. O Oscar privilegia dramas. Também gostei do prêmio de Jane Lynch (Atriz coadjuvante/TV) por Glee e vibrei pela reconhecimento do trabalho primoroso de Claire Danes pelo filme sobre Temple Grandin (que aliás estava na premiação, uma presença muito tocante).
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ADORO TAPETE VERMELHO!
Separei alguns looks que amei
Verde escuro é o novo preto do momento.

Essa foto não fez jus à beleza desse vestido

Meu vestido predileto da noite. Era um show.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Incontrolável (Unstoppable)


Fui ver INCONTROLÁVEL (Unstoppable, 2010). Boa distração, conseguiu me fazer esquecer as preocupações. Mas não vá com olhos críticos assistir. As personagens parecem ter saído de um roteiro amador, deu um pouco de nervoso, admito. Não faz muito sentido a historinha doméstica contada pelo novato na ferrovia. Talvez se ele fosse um Bruce Willis (novo, óbvio) conseguisse o efeito desejado. Não há ator que dê jeito em personagem mal escrita. Denzel pôs no automático. Apesar de sua personagem pular vagões em movimento, ele não precisou se mexer muito para este filme. 
A idéia é operar no nçivel da aflição. Em alguns momentos funcionou. Mas depois que um vagão lotado de crianças foi salvo por um triz, percebi que era apenas um bom filme para a Tela Quente da Globo. 
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Denzel fez aquela personagem que você já viu em muitos filmes (de outros atores também): afroamericano entrado nos anos, porém enxutão, caladão, viúvo fiel que vive para as filhas, sabe-tudo no serviço, fodão master senior (resumindo: um tédio sem fim). Mas o que me incomodou foi ficar observando as cerâmicas dentárias dele. Acho que alguém o convenceu que se ele colocasse dentes similares a Mentex parecia ter um sorriso mais jovial... Só que não rolou. Ficou estranho e passei o filme todo reparando nisso.
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Mas como tudo na vida é relativo, fuçando na net, deparo-me com isso:
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Bom, daí eu pensei: "Denzel, cê tá ótimo, amigão!"
Recomendações ao seu dentista. O cara deu nó em pingo d´água!


domingo, 9 de janeiro de 2011

Pena que cresce

Tia Li, leitora amada e VIP dessa bagaça, lembrou-me dessa frase num comentário recente ao se referir a filhos, mostrando sua saudade dos pimpolhos quando pequenos. 

Tia Li, seguinte: tem pais que devem cho-rar ao lembrtar de seus filhos crianças. Ela era linda, espirituosa, esperta, fazia tudo que a gente mandava e... nos fazia ganhar milhões de doláres! 
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Selecionei três casos de pais que merecem nossa solidariedade pela perda que tiveram...


Dá pra resistir a tanta fofura? Haley Joel Osment, que chegaria ao topo da fama como o garotinho médium do filme O Sexto Sentido (I see dead people...). Seus dentes enormes vieram, a testas cresceu mais que o resto e o tratamento ortodôntico lhe deu um sorriso de ewok (a estatura já é de ewok) Ele agora investe no cabelo e nos olhares pra imprimir atitude...


Seu filho uma belezinha, máquina de fazer dinheiro, cresce e vira esse... 
...ãh... freak?... A sensação é de que bateram a porta na cara dele sucessivas vezes...Macaulay Culkin, que faz seus pais chorarem toda vez que olham os albúns de família...


Essa minha maior decepção. Apostei muito em Elijah Wood quando ainda um menino. Eu pensava "ele vai ficar um cara lindo!". Após um hiato de filmes de sessão da tarde, nunca mais o vi. Anos depois, deparo-me com um...hobbit! Que decepção! Peguei uma foto dele no tapete vermelho aqui pra me sentir menos triste. Puta sacanagem esse DNA que engana. Começa bem e vai detonando...

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Detalhe deprimente: todos ficaram baixinhos. 
Tipo Bruno Gagliasso, só que feinhos.


terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ciao, Mario Monicelli

Ciao, bambinos!
O simpático velhinho dessa foto foi o diretor da deliciosa comédia "Parente é serpente". Mario Monicelli (que tá a cara do Pereio nessa foto!)era mestre na arte de fazer rir e dirigiu muitas comédias italianas. Infelizmente, precisou partir aos 95 anos. O mais curioso é que ele se matou, pulando do 5o andar do hospital onde estava internado em estado terminal (câncer de próstata).
Ok, vamos pensar um pouco: você é super velho, está muito fraco, deve se mover com dificuldade e lentidão. Será que ninguém viu o que ele ia fazer? Que hospital é esse?! Cadê as grades/telas das janelas?
(E eu nunca tinha ouvido falar de alguém que se matou aos 95 anos)

sábado, 6 de novembro de 2010

Jill Clayburgh - uma dama a menos

Ontem (dia 05/11) o mundo perdeu a atriz Jill Clayburgh aos 66 anos. Uma dama a menos na face da Terra. Sei que há uma geração de senhores e senhoras que se lembrará dela como a "A mulher descasada" de 1978, mas eu sempre me lembrarei dela fazendo comédia no filme "Coisas do Amor" (2001) (Never Again). Jill fez muitas participações em seriados, então você vai cruzar com este belo rosto a qualquer momento na TV a Cabo. Nem que seja uma ponta, pare no canal. A atuação de Jill vale sua audiência. Exemplo de beleza e de mulher que soube envelhecer e de dignidade e força na luta de mais de 20 anos contra a leucemia.
Damas como ela sempre farão falta para um mundo tão medíocre.

domingo, 24 de outubro de 2010

Tudo Azul (Kabluey)

Já ouviu falar de Scott Prendergast? Não? Então, ainda vai. O cara tem talento pelo que vi em seu longa de estréia, o filme Tudo Azul (Kabluey, 2007) que está em cartaz no Telecine Premium (TV a cabo). Scott Prendergast escreveu, dirigiu e atuou. 
Leslie (Lisa Kudrow) enfrenta sozinha o medo, a solidão e a barra de criar dois filhos enquanto seu marido está combatendo no Iraque. Os meninos são um caso para a Super Nanny: agressivos, irriquietos, arredios. Leslie não conta com ninguém para ajudá-la e vive com pouco dinheiro.  Sua sogra sugere seu cunhado (Salman), esquisito e loser, com quem Leslie não tem contato desde o próprio casamento. Salman vive de subemprego em subemprego, sem eira nem beira, sem casa. Leslie  propõe, então, que ele more em sua casa em troca de cuidar dos meninos. Pobre Salman... As cenas de sua chegada e as tentativas de lidar com uma Leslie alienada às necessidades da casa e dos filhos e com os meninos endiabrados despertam um misto de riso e aflição. Impossível não se solidarizar com a pobre "babá". Obviamente  o esquema não funciona, mas Salman sequer pode ir embora. Ele não tem pra onde ir.  Leslie arruma um emprego para que ele possa ajudá-la a pagar uma escola integral para os meninos e ficar um pouco mais até poder se ajeitar.
O emprego é um tortura humilhante: vestir a fantasia de um boneco azul, sem mãos, com uma cabela gigante e pesada, sem olhos, sem boca. Ele deve passar o dia sob o sol escaldante numa estrada deserta, distribuindo panfletos para o aluguel de salas no prédio sem vida aos poucos que passarem por ali. A partir disso, Salman conhece alguns dos moradores do lugar. A fantasia ao mesmo tempo que substitui a figura humana de seu usuário, torna-se uma personagem querida por crianças ou odiada pelo que simboliza (a perda, a falência). Interessante observar como as pessoas esquecem que há um ser humano dentro da imensa roupa azul, que ouve as conversas ao seu redor, que flagra erros escondidos. Salman, o loser, o esquisito, o invisível passa a ser alguém justamente quando assume uma forma não humana. E as crianças se encantam com o boneco. Atenção para a cena em que ele vai animar uma festa infantil e encontra com seus sobrinhos por lá, sob a fantasia. Muito tocante.
O filme traz surpresas nas histórias paralelas que se revelam durante a trama, com humor e sensibilidade. A invisibilidade do outro, do próximo que fingimos não ver é um tema trazido para reflexão, assim como a falta de amizade, de amparo e de amor e seu poder corrosivo em nossas vidas.
Quem é o herói em nossa sociedade? O militar que deixa sua familia para arriscar-se por uma causa inexistente e equivocada ou o rapaz desprezado por todos, mas que se empenha em olhar e amparar meninos negligenciados? Que luta para manter a família do irmão herói de uma guerra distante?
Não quero dar spoiler aqui. O filme traz muito para se pensar nesta estrada deserta e quente, sufocante que todos trilhamos com os ruídos valores atuais. 
Se tiver chance assista. De minha parte só digo uma coisa: aguardo ansiosa o próximo projeto de Scott Prendergast!


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dia de coluna no Monalisa! (Bastardos Inglórios)

Terça-feira = dia da minha coluna no Monalisa!
Hoje comento a super estréia deste mês na TV a cabo: Bastados Inglórios do diretor Quentin Tarantino
Para ler CLIQUE AQUI.
E não se esqueça de deixar seu comentário!

domingo, 29 de agosto de 2010

Up - Altas Aventuras

"Up- Altas Aventuras" estreiou na TV a cabo hoje (HBO) e está disponível em DVD. Resultado de meus horários malucos de trabalho, que inviabilizam maior freqüência às salas de cinema, só assisti Up hoje. Acredito que na tela do cinema e seu sistema de som, muitas cenas teriam sido mais impactantes e realistas do que já foram na TV de minha sala. Mas mesmo num pequeno televisor, Up vale sua atenção. Após pensar sobre a história, recomendo Up também para adultos e, em especial, para pessoas que valorizam o amor de qualquer idade.
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Há muito tempo atrás, um garotinho tímido de óculos de aros grossos (Carl), encanta-se com a ousada e destemida Ellie. Eles têm paixões em comum, afinidades. Passam uma vida inteira juntos, dedicados um ao outro, até que ela falece. Sempre a líder das traquinagens da infância, Ellie se lança primeiro para a mais misteriosa das aventuras... Resta seu companheiro de brincadeiras. Um Carl solitário e sem a confidente de toda uma vida. Com quem conversar se a única pessoa cuja voz e opinião lhe interessa ouvir, não mais poderá responder? A cena do velho Carl frente a sua xícara de café e um lugar vazio na mesa da cozinha, é de derreter o mais frio dos corações.

Carl no momento em que conhece Ellie: nasce o amor...
Como quaisquer jovens apaixonados, Carl e Ellie tinham muitos planos: casa, filhos, viagens, aventuras (a casa em que passaram a vida é a mesma onde se conheceram. Atenção à caixa de correio e seu significado). Mas a vida não se intimida com o amor. Ela segue implacável. E assim os anos se passaram. Projetos foram adiados, outros esquecidos e a maior dor os visitou na hora menos esperada...Todavia, o principal plano da dupla se manteve: estarem sempre um ao lado do outro.  Nas grandes ocasiões e nos milhares de pequenos momentos que constroem o convívio cotidiano. E como todo grande amor é por natureza a extensão de uma grande amizade, Up mostra em flashes poéticos (sem cair na pieguice) esses pequenos gestos do amor de todo dia.

Pequenos gestos de amor e companheirismo
Uma das sensações mais estranhas quando perdemos alguém que amamos é perceber que o mundo todo prossegue. As coisas continuam acontecendo, mesmo sem a presença de alguém tão importante. Esse sentimento é bem simbolizado na animação pelas grandes obras ao redor da casa de Carl e Ellie. Obras são barulhentas, sujas, transformadoras e implicam até em certa destruição. Uma afronta à dor do luto de quem quer preservar ao máximo cada resíduo da estada do outro ao seu lado.
Retrato da dor da ausência: vida que insiste em continuar
A trama tem muito de lúdico, com humor em doses moderadas e personagens com profundidade rara em uma animação para a grande massa. Quem assiste Up com olhar mais atento e maduro, vai se identificar com praticamente todas as personagens: Russell, que sofre a ausência paterna e coleciona medalhas e distinções no escotismo em tentativa de compensação e reconhecimento ;Carl que orienta sua vida e ações regido pela lealdade aos sentimentos por Ellie e até no engraçado Dug, o cão "falante", que apesar de poder falar será sempre um cão, escravo de sua natureza canina.

Boa parte da ação se passa nas alturas, obviamente. Achei interessante porque penso que em nossas vidas talvez aconteça o mesmo. Nossas ações, decisões, sentimentos norteadores, enfim, tudo se inicia nesse plano "elevado", até pouco acessível ou mesmo consciente, do pensamento. Up nos lembra (ou ensina) que a grande realização de nossas vidas é a nossa jornada interior e o cultivo do amor e da amizade. Haverá altos e baixos, prazeres e dores.  E tomara que você tenha a mesma sorte de Carl em participar da mais incrível de todas as aventuras: encontrar e viver o amor de sua vida.

"Up - Altas Aventuras" em cartaz na HBO e videolocadoras. DVD à venda no SUBMARINO - para comprar, use os links do blog! Há 2 ótimas opções de oferta !
BlogBlogs.Com.Br

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Billy Elliot - coluna no Monalisa de Pijamas

Hoje é dia!
Coluna minha no Monalisa de Pijamas (Sofá da Mona)
CLIQUE AQUI PARA VER

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O Monalisa de Pijamas está concorrendo atualmente a dois prêmios: o 2o Prêmio Blog Books (que transforma o conteúdo em livro) e o Peixe Grande. Além da qualidade do conteúdo, vale lembrar que o Monalisa tem um dos melhores podcasts da rede. Eu já votei, então falta você! Pra facilitar sua vida, basta usar os selos disponíveis no Monalisa, clicar e votar. Pronto, fácil e rápido! Bora votar?!
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A Mafalda do Monalisa é desenhista. Já trabalhou com Maurício de Sousa e pra Disney. Sim, a moça tem talento! E tem também um blog com tiras que está na disputa do Blog Books também. Convido você a conhecer a Pluma, a gatinha protagonista das tiras (entre por aqui). Eu, que adoro gatos, curti! Para votar no Blog da Pluma, basta clicar aqui.

sábado, 31 de julho de 2010

Ele não está tão a fim de você - o filme (Educação sentimental)...


Esse filme não é novidade (é de 2009), mas só assisti por estes dias. E vou logo dizendo: DEVERIA SER OBRIGATÓRIO PARA TODAS AS MULHERES E HOMENS QUE ESTÃO BUSCANDO ALGUÉM.
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Sim, apesar do cartaz ser rosa-mulherzinha e, de fato, haver um viés feminino na abordagem, o filme foi baseado no livro homônimo e escrito a quatro mãos por Greg Behrendt e Liz Tuccillo
e a visão masculina também é colocada de modo interessante.
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Além de ser um bom filme, o time de atrizes se destaca (no sentido profissional e estético) com Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Drew Barrymore, Ginnifer Goodwin e Scarlett Johansson. Na boa? Devem ter gasto metade do orçamento do filme só com os cachês delas... No time de atores, temos Ben Affleck (sim, ele mesmo e não torça o nariz porque ele está ótimo no papel - ótimo para Ben Affleck, lógico), o deus-grego Bradley Cooper, Justin Long e o ótimo Kevin Connolly.

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Se quiser ler uma sinopse, clique aqui. Homens, mulheres, todos querem encontrar o amor, apaixonar-se, viver a emoção que todas as canções de amor e poemas descrevem. Todos trazem carências, complexos, virtudes e falhas. Todos humanos e vulneráveis. Todos com bagagem. Durante o filme, é curioso perceber que você se identifica com as personagens femininas e masculinas de acordo com a situação, deixando claro que tentar classificar as pessoas por estereótipos e seguir padrões aceitos pela sociedade não asseguram alcançar viver esse amor, essa paixão. Levar essas expectativas para as pessoas e relações também podem te aprisionar e condenar ao fracasso.
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Não há receita para amar, nem amor certo ou errado. Mesmo que você seja um grande sedutor e saiba tudo do jogo da conquista, quando é com você, quando você se percebe (de fato) amando alguém, não saberá o que fazer. Você vai se igualar a todo mundo que ama, que paga mico, que fica nervoso, que espera um telefonema, que não tem controle da situação, nem qualquer poder... Vai ter medo de perder. Vai ser um refém do que sente e ponto. Parece ruim? Acredite, ainda assim, é a melhor e maior aventura da existência humana.
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Permeado por depoimentos fakes de pessoas que contam sobre suas relações ou regras para se relacionar, achei esta especialmente útil (para mulheres principalmente, que são criadas achando que sempre o que há de errado nas relações está nelas - e que podem consertar- ou que seja certo ser mal tratada ou não receber atenção que merecem...bem, a cena inicial do filme no playground resume a gênese desse embate feminino):

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Pós-post: Trilha sonora bacana. Em cartaz no canal HBO. Se você não tiver TV a cabo ou este canal, vale cada centavo da locação do DVD.

domingo, 25 de julho de 2010

Whatever Works - Filme obrigatório...

Ontem fui assistir Whatever Works (traduzido como "Tudo pode dar certo"), o mais recente filme de Woody Allen. Sem sinopses aqui porque você pode dar um Google e ler várias (veja no site Adoro Cinema, clicando aqui), inclusive com aquelas fichas técnicas que uma amiga minha simplesmente adora decorar.
Além de ser um filme do Wood (veja como sou íntima do cara), confesso que o que me atraiu ao cinema foi o fato dos protagonistas serem o Larry David e a Evan Rachel Wood (os dois do cartaz acima). Eu já falei da Evan Rachel aqui em algumas oportunidades (nos excelentes filmes
Across the Universe e The life before her eyes). Neste filme ela está mais uma vez irretocável. Quem acompanha a atriz sabe o quanto ela é descolada e moderna e vê-la no papel da simplória Melody é um deleite. Evan tem timing de comédia e não tem pudor em parecer ridícula que muitas jovens atrizes têm.
Quando Melody entra na vida (e no universo) da personagem de Larry David (o físico aposentado Boris Yellnikoff) cria-se a situação perfeita para a comédia. Boris se auto denominada gênio, "quase" indicado ao Nobel, hipocondríaco, portador de certo TOC (seu ritual de lavagem de mãos vale o ingresso), megalomaníaco e absolutamente misantropo. Melody é o oposto. Melody foi criada baseada no senso comum, no patriotismo norte-americano, na superficialidade e otimismo do norte-americano médio do interior. Todavia, funciona como divertido contra-ponto a Boris justamente por aceitar que certos aspectos da vida não podem ser racionalizados, controlados. Bem, todos nós sabemos que algumas coisas da vida simplesmente não fazem sentido algum. A diferença é uns aceitam isso e outros não.
O filme não se limita apenas à relação entre Boris e Melody. Gradativamente o universo de Melody (representado por seus pais) surge no filme e se expõe à moderna New York. O choque cultural e seus desdobramentos são fonte de gargalhadas e reflexões.
Amei o filme. Recomendo, especialmente a pessoas mais "caretas". A mensagem do filme, que embora seja uma comédia requer uso de neurônios, é terna e sábia. Fruto de um escritor e diretor que já atingiu 75 anos e passou por muita coisa na vida (Sim, Woody já está com 75 anos!).
Então, está esperando o que? Corre pro cinema!

segunda-feira, 12 de julho de 2010

The lucky ones ("Gente de sorte")

Assisti hoje, meio que por acaso um filme muito bacana.
The lucky ones, chamado de "Gente de sorte" aqui no Brasil é um filme do diretor Neil Burguer (o mesmo do filme O ilusionista) rodado em 2008.
O pano de fundo é o retorno de três soldados aos EUA vindos da Guerra do Iraque. Apesar da profundidade do tema, o filme é uma comédia (boa, porém para poucos) de humor não óbvio. As personagens são muito bem construídas por 3 atores competentes e sem excessos.
Inevitável não se identificar com os protagonistas, seu deslocamento ao retornar ao próprio país, as pressões cotidianas, os rumos e planos (ou a falta dos mesmos) e a busca de sentido para a própria existência com a desesperada necessidade de pertencer a algo. Nessa busca brotam ilusões e desilusões.
Vale destacar a atuação impecável de Rachel MacAdams. Confesso que nunca tinha me tocado da versatilidade incrível dessa atriz. Ela muda a cada papel, não porque muda a cor de seu cabelo, olhos e maquiagem. Ela muda tudo. O andar, a fala, o sotaque. Um talento imenso. Não sei se Hollywood lhe dá o devido valor (não no sentido financeiro), mas ela é uma daquelas atrizes que pode fazer um filme independente ou um blockbuster de época igualmente bem.
Rachel MacAdams em um adjetivo: flawless
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(o filme está em cartaz na HBO, mas se você não tiver, vale a locação do DVD)