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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Avós da Geração Y

Na geração X, infelizmente, restam apenas fotografias e as memórias de momentos inesquecíveis com nossos avós. Talvez um ou outro neto, em festas de família, tenha alguma filmagem desses momentos que são eternos em nossos corações.
Com a geração Y, surge uma nova categoria de avós. São mais ativos, muitas vezes ocupando lugar de chefes de família dada a necessidade, porém o que mais me comove é que são vítimas constantes de filmagens inoportunas (pentelhas mesmos!) de celulares e smartphones. A qualquer hora, seu neto pode sacar seu celular e filmar momentos que antes não ficariam registrados e permaneceriam vivos apenas na memória.
Avó modernos estão saindo do estereótipo vovó-que-faz-bolinho e conta histórias. Os avós de hoje malham, contam piadas (inclusive as sujas), não levam muito desaforo pra casa, viajam e muitas têm até Facebook.
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Aqui vão dois exemplos impagáveis de vovós de hoje.
(Atenção, linguagem imprópria em alguns momentos)




quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Vocês ainda não viram nada

Dia das Crianças. Parabéns, tudo de bom, galerinha da geração Y e Z!
Curtindo sua infância e juventude? Ótimo.
Moçadinha de hoje reclama bastante, né? Pensando em abrir outros horizontes nessas cabecinhas fissuradas em XBox, resolvi pedir uma ajudinha pro Seu Fernando, que não apenas sabe o que é a vida, como ainda conta a verdade pra geral. É isso aí.
"(...) vocês ainda não viram nada!..."


segunda-feira, 16 de maio de 2011

A prática do abandono

Acordei nesta segunda com a notícia de mais um recém-nascido abandonado. Desta vez foi numa cidade da Grande São Paulo. Estava frio. O bebê, ainda com o cordão, foi deixado dentro de várias sacolas plásticas de um mercado regional. Teve “sorte”, pois foi encontrado e encaminhado a um hospital.

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Ribeirão Preto, interior de São Paulo, cidade conhecida pelo ridículo apelido (na minha opinião) de “Califórnia” brasileira. Não há nada da cidade norte-americana aqui que justifique a comparação, exceto o calor. Talvez uma pequena “elite” detentora do rodízio do poder e da concentração (desigual e cruel) de renda. Pois bem, por aqui vem ocorrendo um verdadeiro MASSACRE de gatos. Eles são envenenados (tem coisa mais covarde?). Neste final de semana, passeata para protestar. Esses gatos vivem sem incomodar ninguém num bosque da cidade. Recebem apoio de organizações que providenciam a castração, vacinação e alimentação dos felinos. Resumindo: não são gatos em proliferação, nem pragas urbanas. Eles apenas vivem ali. Muitos, aliás, visivelmente de “raça”, são fruto do abandono de pessoas que não os queriam mais. No Coliseu, esses gatos virariam cartão postal. Aqui, viram cadáveres.

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Gatos, cães, furões, animais domésticos..., idosos, deficientes físicos e/ou mentais, bebês. Dá pra colocar tudo no mesmo balaio? De certo modo, acredito que sim. A incapacidade de nossa sociedade de lidar com o “indesejado”, com o que pode “atrapalhar” algum projeto de vida imaginado, enfim, de lidar com a frustração e com a limitação é gritante. Visite um asilo de idosos. Pergunte a algum interno se tem filhos, família... Muitos dirão que sim. Pergunte quando ele recebeu a última visita... A maioria, constrangida,   irá inventar a ocupação, a distância, as exigências de trabalho dos seus. Porque é menos doloroso crer que ninguém o visita porque não PODE do que porque NÃO QUER.

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Ninguém quer ser diferente, indesejado, rejeitado, evitado por ser apenas quem é. Seremos todos velhos um dia, se continuarmos vivos. Com pedigree ou não, podemos ser abandonados. Se você está discordando, dizendo ser impossível, repense. Ninguém sabe de seu futuro e nem seu dinheiro poderá te livrar da solidão. Talvez ele te proporcione uma casa de repouso mais refinada, mas não a sua casa, muito menos a proximidade com os seus.
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E seguimos fingindo que gatos são gatos, bebês são bebês e idosos são idosos. Como se o abandono “justificado” em exercício em nossa sociedade fosse algo aceitável. Voltamos à uma era obscura da História, quando os indesejados era jogados do alto de um penhasco? Não, “evoluímos”... No século XXI, matamos na surdina ou deixamos que a morte venha algum dia, sem que precisemos lidar com ela. Como se nada tivéssemos a ver com o fato. Até quando?

Fica esperto, bichano, não há lugar pra gente por aqui!

Teve um cara, um certo tempo atrás, que estruturou um império imenso baseado nesse tipo de "limpeza" social. Ele matou cerca de 6 milhões de judeus, homossexuais, ciganos, deficientes, idosos e crianças. O nome do cara era Hitler. E ele era super apoiado pela maior parte do povo. Pra pensar.













terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ciao, Mario Monicelli

Ciao, bambinos!
O simpático velhinho dessa foto foi o diretor da deliciosa comédia "Parente é serpente". Mario Monicelli (que tá a cara do Pereio nessa foto!)era mestre na arte de fazer rir e dirigiu muitas comédias italianas. Infelizmente, precisou partir aos 95 anos. O mais curioso é que ele se matou, pulando do 5o andar do hospital onde estava internado em estado terminal (câncer de próstata).
Ok, vamos pensar um pouco: você é super velho, está muito fraco, deve se mover com dificuldade e lentidão. Será que ninguém viu o que ele ia fazer? Que hospital é esse?! Cadê as grades/telas das janelas?
(E eu nunca tinha ouvido falar de alguém que se matou aos 95 anos)