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quinta-feira, 3 de maio de 2012

Eu posso ser chamada...



... para figuração em Matrix, ou mesmo MIB, que estou praticamente pronta! E isso quase diariamente.
Ainda não sei desviar de balas em slow motion, mas meu figurino está sempre de acordo. Preto. Quem convive um tempo comigo sabe. Chego ao requinte de ter uma gaveta exclusiva para as camisetas pretas de minha coleção (de trocentas camisetas). Além da lenda de que preto emagrece, sei que desde minha adolescência sempre rejeitei cores alegres e claras.
Na minha infância, à criança não era dado o direito de mandar nem na cor da roupa. Lembro-me de que nos aniversários etc não era raro ganharmos um "corte" de bom tecido. No seu aniversário, primeira comunhão ou data muito importante, se você tivesse algum dinheirinho, você estaria usando algo feito em Lese (não conhece? Clique aqui), que era tudo de chique.
Mas algo em nós busca expressão. E talvez em alguns um pouco mais, até por não ter muito espaço ou ouvidos para sua fala. Enfim, as roupas e suas cores dizem muito.
Para mim, preto foi a solução fácil: é chique, é básico, mas também é rock ´n roll rsrs. Tudo fica bem num fundo preto. Preto chama pouco a atenção no cotidiano. Preto é cool e sexy. Tente imaginar a roupa da mulher gato na cor branca... (sim, fica brega!). O preto me remete ao escuro. Águas profundas são escuras. Você mergulha e uma hora a luz não chega mais, tamanha profundidade...Não é lindo isso? Meu preto significa profundidade. Isso me lembra a música "130 anos" do álbum Agridoce " (...) sei que é muito alto, mas eu vou pular". 


A ironia nisso tudo, é que tenho uma gata linda, cuja imensa barriga é forrada por macios pelos BRANCOS. Você pode sugerir que eu tenha uma gato preto ou use roupas claras. Mas quem disse que a gente manda no coração? Ou no guarda-roupas?




sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Fofura da Semana (gato com função pedagógica)


Vítimas de estigmas, lendas difamatórias e preconceitos, gatos são excelentes animais para conviver com crianças (na verdade com qualquer um). Obviamente, alguns cuidados são necessários: manutenção da higiene, escovação de pelagem e aparação das unhas. Mas gatos têm um vantagem em relação a cães. Gatos nãos aceitam ser agarrados, pegos e espremidos de qualquer jeito, coisa comum frente a criancinhas que ainda não desenvolveram plenamente a parte motora. Portanto, gatos são muito EDUCATIVOS para ensinar "sim, sou um bicho e não um boneco de pelúcia!", coisa que a natureza dócil do cão não lhe permite fazer.
Recebi esse vídeo da querida @Ivany Bucchianico.
Gatos são dóceis, delicados, elegantes, fofos e mega limpos.
Esse vídeo ilustra o primeiro contato de uma bebezinha com um felino. Vejam que fofura!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Fofura da semana (gato massoterapeuta)

Se você não conhece massoterapia, não sabe o quanto está perdendo em benefícios para sua saúde. É tão bom, mas tão bom, que até os animais já estão aplicando (rsrsrs). Veja que graça esse gatinho tratando de seu colega.
(especialmente para os massoterapeutas Leandro Pinghera e  Michele Cintra)
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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Fofura da semana (Nina)



Sempre busco vídeos e imagens na internet para o Fofura da Semana.
Daí me dou conta da fofura master que divide sua casa comigo. Nina, uma linda gatona preguiçosa. Não tem raça definida. É um mix do melhor de cada uma. Um DNA especial, único.
Nina não gosta de estranhos, ouve o interfone e já corre se esconder. É arisca desde bebê, talvez pela infância difícil antes de chegar aqui. Pena. Só eu sei o quanto ela é carinhosa, divertida e fofa. Não consigo imaginar minha vida, meu dia a dia, sem Nina. Aprendi muito sobre gatos quando ela chegou, tão fraca e doentinha e abracei com amor o desafio de tratá-la. Hoje, anos depois, percebo que aprender sobre qualquer animal, acaba fazendo a gente aprender muito sobre nós mesmos e nossa capacidade de amar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A prática do abandono

Acordei nesta segunda com a notícia de mais um recém-nascido abandonado. Desta vez foi numa cidade da Grande São Paulo. Estava frio. O bebê, ainda com o cordão, foi deixado dentro de várias sacolas plásticas de um mercado regional. Teve “sorte”, pois foi encontrado e encaminhado a um hospital.

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Ribeirão Preto, interior de São Paulo, cidade conhecida pelo ridículo apelido (na minha opinião) de “Califórnia” brasileira. Não há nada da cidade norte-americana aqui que justifique a comparação, exceto o calor. Talvez uma pequena “elite” detentora do rodízio do poder e da concentração (desigual e cruel) de renda. Pois bem, por aqui vem ocorrendo um verdadeiro MASSACRE de gatos. Eles são envenenados (tem coisa mais covarde?). Neste final de semana, passeata para protestar. Esses gatos vivem sem incomodar ninguém num bosque da cidade. Recebem apoio de organizações que providenciam a castração, vacinação e alimentação dos felinos. Resumindo: não são gatos em proliferação, nem pragas urbanas. Eles apenas vivem ali. Muitos, aliás, visivelmente de “raça”, são fruto do abandono de pessoas que não os queriam mais. No Coliseu, esses gatos virariam cartão postal. Aqui, viram cadáveres.

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Gatos, cães, furões, animais domésticos..., idosos, deficientes físicos e/ou mentais, bebês. Dá pra colocar tudo no mesmo balaio? De certo modo, acredito que sim. A incapacidade de nossa sociedade de lidar com o “indesejado”, com o que pode “atrapalhar” algum projeto de vida imaginado, enfim, de lidar com a frustração e com a limitação é gritante. Visite um asilo de idosos. Pergunte a algum interno se tem filhos, família... Muitos dirão que sim. Pergunte quando ele recebeu a última visita... A maioria, constrangida,   irá inventar a ocupação, a distância, as exigências de trabalho dos seus. Porque é menos doloroso crer que ninguém o visita porque não PODE do que porque NÃO QUER.

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Ninguém quer ser diferente, indesejado, rejeitado, evitado por ser apenas quem é. Seremos todos velhos um dia, se continuarmos vivos. Com pedigree ou não, podemos ser abandonados. Se você está discordando, dizendo ser impossível, repense. Ninguém sabe de seu futuro e nem seu dinheiro poderá te livrar da solidão. Talvez ele te proporcione uma casa de repouso mais refinada, mas não a sua casa, muito menos a proximidade com os seus.
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E seguimos fingindo que gatos são gatos, bebês são bebês e idosos são idosos. Como se o abandono “justificado” em exercício em nossa sociedade fosse algo aceitável. Voltamos à uma era obscura da História, quando os indesejados era jogados do alto de um penhasco? Não, “evoluímos”... No século XXI, matamos na surdina ou deixamos que a morte venha algum dia, sem que precisemos lidar com ela. Como se nada tivéssemos a ver com o fato. Até quando?

Fica esperto, bichano, não há lugar pra gente por aqui!

Teve um cara, um certo tempo atrás, que estruturou um império imenso baseado nesse tipo de "limpeza" social. Ele matou cerca de 6 milhões de judeus, homossexuais, ciganos, deficientes, idosos e crianças. O nome do cara era Hitler. E ele era super apoiado pela maior parte do povo. Pra pensar.













sábado, 26 de fevereiro de 2011

O que se faz e o que se fala


Eu sou e faço o que você vê (e sou do mato!)

Coerência. Muita gente passa a vida sem nunca pensar nessa palavra, nesse conceito. Por não ter outra alternativa que não aceitar e ser eu mesma, coerência passou a integrar meu vocabulário definitivamente. Isso deve ter rolado no final da adolescência ou início da vida adulta, quando me toquei da realidade. Eu não saberia ser outra não que aquela. Não significa que não lutei (e luto) para ser alguém melhor, uma pessoa melhor. Mas nunca me apliquei na arte de dissimular. Não tenho paciência, nem talento. Nem é preguiça, sabe? É que o que sou e como sou, minha essência, é tão forte que não há como mantê-la sufocada por muito tempo.
Curiosamente, mesmo sendo tão óbvia e transparente, não é incomum terem de mim impressões primeiras equivocadas. A mais comum é que sou alguém que está sempre de bom humor, otimista, que é sempre engraçada (garantia de diversão), que estou sempre "de boa". Esses são os enganos mais frequentes: tomar o todo pela parte ou querer crer que alguém assim existe de fato.
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Um gato não abana o rabo pra qualquer desconhecido. Um gato, geralmente se esconde, é arredio e busca locais em que possa observar bem. Um gato não deixa alguém se aproximar, caso não queira. Um gato não vem para seu colo só porque foi chamado, só porque há oportunidade (mesmo que você ofereça comida). Um gato é para mim o símbolo do respeito à própria essência. Tem gente que não curte. Eu amo e valorizo.
Sabe por que? Quando um gato se aproxima, deixa você fazer carinho, quando um gato pula no seu colo e se aninha, tenha uma certeza: são gestos autênticos, genuínos, verdadeiros.
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Resumindo: coerência. Voltamos ao início.
Coerência é fazer de acordo com o que se diz e assumir isso. Assumir para si principalmente.
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Incoerentes...gatos e eu queremos distância.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Nina faz anos!

Simples assim: a gente se ama e pronto.


Hoje, 23 de janeiro é o aniversário oficial da Nina. São 6 anos. Curiosamente, ela tem quase um quilo por ano de vida (não é gracinha isso?). Não vou contar mais a história que todos sabem de como ela chegou aqui etc.
Hoje ela ganhou petiscos, coçadinhas extras e nesse momento se enfiou em alguma pilha de papel do escritório, que está um caos atualmente. Nina faz o que quer, na hora que quer e como quer. Mas não a considero mimada porque ela nunca quebrou nada (fora o sofá) e é muito educada.
Nina não gosta de gente estranha. É tocar o interfone e ela sumir pelo apartamento. Nina é meio anti-social, mas quem sou eu para julgá-la? Em muitos momentos da vida tenho vontade de fazer o mesmo.
Nina fez meu desprezo por pessoas que declaram "não gostar de gatos" disparar. Costumo ouvir cada vez menos esse disparate, porque desenvolvi um radar eficiente que me impede de qualquer aproximação de gente que não curte animais em geral. Simplesmente, não dá pra confiar em gente assim.
Nina é uma gata sem raça definida. Pra mim, ela é da melhor raça. Da raça que é doce e tem marca egípcia nos olhos (tem coisa mais linda?).
Em 6 anos de convívio, aprendi a ser uma pessoa melhor só por conviver, cuidar e amar essa gata.
Ela me ensinou a esperar tê-la em meu colo e curtir quando ela está. Ela confirmou minha idéia de que quem ama, cuida. E cuida com amor! Tenho imenso prazer até em limpar sua caixa de areia. Nina tenta me ensinar agora um novo idioma. Vira e mexe ela mia, mia diferente, mia de novo. Um dia vou entender de fato, mas por enquanto eu respondo: "Eu também te amo, meu bebê!" ou então "Você quer que eu te escove?"
Se você achou um absurdo, falta de serviço, whatever... Eu te digo o seguinte: se você nunca teve, amou e cuidou  de um animalzinho está perdendo um dos sentimentos mais gostosos e puros dessa vida.
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Faz 6 anos que tenho essa felicidade peludinha andando pela minha casa. E não consigo mais lembrar da vida antes da chegada da Nina...



Bora cantar parabéns?!


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Gatos - você ainda vai gostar de um!

Como qualquer amor ou simpatia, meu carinho pelos felinos não se explica. Em vão, defensores do amor exclusivo aos cães bradarão que gatos são isso ou aquilo e que os amigos caninos são melhores. Não há melhor ou pior, há só as particularidades de cada um e acredito firmemente que todos animais merecem nosso amor, respeito e zelo. Você não precisa sair agora e adotar um gatinho só para dizer que não tem preconceito. Cada um na sua. Eu adoro cães. Eu amo gatos. Acho bicho em geral tudo de bom nesse planeta. As pessoas tristes que não curtem gatos muitas vezes alegam que gatos "não fazem nada", que só dormem. Ok, gatos adoram dormir e chegam a dormir umas 19 horas (ao todo) por dia...mas, quando acordados são graça e elegância. E pra quem acha que gatos não são divertidos, trago um exemplo do outro lado do mundo. Conheça Marú, um gato residente no Japão, famoso na internet (seus vídeos atingem cerca de 5 milhões de acessos). O que Marú faz não é novidade para quem tem gato. O mérito foi a paciência de seu humano (sim, gatos não têm "donos", apenas amigos humanos) filmá-lo e editar suas peripécias. Quem gosta de gato vai amar e quem não curte vai poder ver que são animais bacanas e divertidos como qualquer outro (Então, perca uns minutos e espere o download, porque vale a pena!)
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Se você nem sorriu ao ver este vídeo, desista. Não há coração nesse peito!

sábado, 16 de outubro de 2010

Horário de verão - você está pronto?


Sim, não adianta reclamar. Hoje (sábado, dia 16), quando o relógio badalar a meia-noite você terá que adiantar uma hora. Ou seja, meia-noite my ass...já será 1 da manhã (e você perdeu 1 hora do final de semana...).
Essa moda de horário de verão começou faz tempo no Brasil. Eu era jovem. Pra mim, tudo era festa. E o que não é quando se é tão jovem? Não entendia quando as pessoas (geralmente "velhos" com mais de 40 anos) se queixavam que a mudança de horário causava transtorno, sonolência, irritação, cansaço etc e tal. Eu era jovem e como todo jovem, insensível às dores dos anos.
E como todo jovem, com o tempo acabei recebendo o que merecia: envelheci. E nem foi tanto. Nem cheguei aos 40, mas já foi o suficiente para começar a sofrer com esse horário de verão.
Basicamente, eu rastejo e me sinto bêbada de sono e prostrada durante, digamos, quase um mês. Ok, eu acordo assim todo dia, mas a sensação passa. No horário de verão, vítima da natureza, sigo o dia todo do jeito que acordei... Quando finalmente chega a hora de dormir, meus olhos estão vivos e abertos, animadíssimos. Eu, que já sambo com minha insônia, descambo de vez. 
Morar numa cidade que quando está com tempo fresco marca 35 graus de temperatura não ajuda no processo. Então, é isso que me aguarda...

Rastejar de sono e canseira o dia todo...
... tentar, mas não pregar o olho durante a noite
Sentir-se assim durante quase um mês