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sábado, 21 de abril de 2012

Sempre bom se informar...

... sobre o Código Florestal, que tem sido assunto de muito debate. Tenho ouvido muitos argumentos favoráveis e outros negativos a respeito. Todavia, recentemente pude ter acesso a um material muito bacana de leitura sobre o tema. Confesso que ampliou minha visão sobre o assunto Código e sobre a questão ambiental como um todo.
E como essa  luz foi possível? Graças à internet. Sem a internet eu não conheceria a pessoa que repassou as informações para dizer o mínimo. Mas cabe ressaltar que, embora eu seja uma pessoa relativamente ponderada e civilizada, plugada, confesso ter tido acesso meio tardio a esse tipo de material. 
Percebo que o que aparece mais nas minhas timelines são defesas apaixonadas pela mudança do novo código que não teria ficado a contento dos ambientalistas. Sou uma leiga no assunto e minha posição em qualquer questão é ficar do lado dos bichos. E acho que a humanidade extrapola no povoamento... Adoro a flora também! Mas obviamente que a sociedade urbana atual deve ter de onde vir seu sustento. Há o agronegócio e a ampliação de divisas econômicas e até mesmo culturais com o uso adequado da terra. Impossível termos cidades e estrutura sem sacrificarmos certa área de mata. Mas há conhecimento para se planejar como e onde fazer isso. E há os animais...sim, para onde vão os bichos? - eu penso. Confio no poder do conhecimento científico. Como expandir sem degradar tanto? Acredito nas respostas vindas de técnicos e do homem do campo munido de informação científica. Mais Ciência, menos Politica. Acho que o debate ganha outra dimensão, até enriquecedora. Mas quando fica na base da paixão, do radicalismo... Aí esquece! E jovem é um ser bem impressionável. Tudo é sentir intenso. Ele quer mudar o mundo e esse querer muitas vezes é usado de maneira equivocada. Divulgar apenas as mudanças de um texto para o outro já seria de grande utilidade para ajudar a todos terem informações claras e imparciais sobre o assunto. Sem paixões, ponderando a necessidade de expandir nossa produção agrícola etc... Olha só que sugestão bonita de tema para debater numa novelinha das seis, bem didática (e sem mocinhos e bandidos apenas).
Quem quiser ler algo interessante sobre o tema, deixo abaixo exatamente como citado pela gentil remetente, cada um dos links interessantes que pude ler e agora divido com todos. 
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Segundo, este (que explica mais leigamente o código e a situação dos pequenos agricultores):
http://www.migalhas.com.br/dePeso/16,MI151607,51045-A+votacao+do+Codigo+Florestal+e+o+principio+da+precaucao

Depois este vídeo (must see, depoimento incrível e fala sobre a criminalização e os pequenos agricultores):
http://www.youtube.com/watch?v=42Br4Un3uUA&feature=player_embedded


http://www.secovi.com.br/files/Downloads/evaristo-eduardo-mirandapdf.pdf


E para pensar sobre o que você leu, sobre o que dá dignidade às nossas vidas e a de qualquer ser vivo...uma música boa dos bons tempos dos Titãs.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Daniel anjo = Diana no lado B

Daniel hoje, quer por burrice ou extrema esperteza, anjo vencedor e ganhador de um Fiat BRAVO zero fez o seguinte: tinha que trocar duas pessoas de lado. Um do lado B troca de casa e bandana com alguém para o lado A. O que o cara faz? Traz o amigo Lucival para ao lado A/rico e manda...(pasmem!)...Diana para a casa B/xepa.
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Opção A: ele é disperso, não presta atenção e  foi desleal à sua equipe  e com uma pessoa que desde o começo foi bacana com ele e  é de fácil convívio (além de inteligente e carismática).

Opção B:  ele é disperso, não presta atenção e  foi desleal à sua equipe  e com uma pessoa que desde o começo foi bacana com ele e  é de fácil convívio (além de inteligente e carismática e POR ESTA RAZÃO está se destacando e acabou de voltar de uma paredão (embora muito fraco). 

Eu não acredito na inocência de ninguém que consegue entrar na casa do BBB.  A personagem de Daniel é carismática, ele é engraçado de fato, muito espontâneo e pira muito em fim de festa com cachaça no côco TODAVIA...mesmo que sem intenção, ser desleal a alguém de comportamento tão bacana como no caso de sua colega de casa, PEGA MUITO MAL com o grande público. Pode se somar a isso uma imagem de "fofoqueiro" (até agora engraçada, mas que pode começar a ser vista de outro modo).

A casa/lado A, de Daniel, ficou PUTA DA VIDA com Daniel e com a certa influência de terceiros no momento de sua definição por Diana (primeiro ele quis indicar Wesley). Foi burrice. Diana é uma das poucas que soma em vários aspectos para o coletivo: é educada, inteligente e raçuda nas provas, fácil convívio (por ser educada e ter senso de humor).

Se quis prejudicar a Diana, acho que o tiro foi no pé....
PORQUE:
- Transformou Diana em mártir
- Não tem nenhum argumento para justificar (a escolha mais política teria sido Wesley)
- Direcionou os holofotes para Diana, que crescerá na edição graças a sua IMENSA calma  e senso de humor
- A desculpa de "não pensar" na hora de dar Monstro/indicar/etc ou de indicar quem julga amigo e que "vai entender" é tão esfarrapada quanto a justificativa de Lucival votar em pessoas que julga ter um "futuro lindo" lá fora. Não desce. Pessoas de ambos os lados não entenderam a escolha de Daniel.
- Não importa o motivo. O fato é que Diana já está na cozinha da xepa fazendo brincadeiras e piadas com integrantes do lado B. 
- Pessoal do lado B (os homens e Natália CSI) queriam Wesley devido sua força e agilidade física nas provas (embora ele coma muito e isso seja ponto negativo na xepa).

PROVA= PILOTO PROFISSIONAL DE TESTES, DAVA UMA VOLTA A TODA VELOCIDADE COM O NOVO FIAT BRAVO, COMO O PARTICIPANTE AO SEU LADO E COM MONITORAMENTO DA FREQÜÊNCIA CARDÍACA. O PARTICIPANTE QUE TIVESSE O MENOR PERCENTUAL DE ALTERAÇÃO , GANHAVA.

INTELIGÊNCIA FAZ DIFERENÇA: Cris ensinando como ganhar a prova. Prender a respiração, resultando em elevação do batimento, antes da primeira mensuração. Assim, mesmo que a freüência suba,  o percentual de variação será menor. Ponto.


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

BBB. O começo.



Começa hoje mais uma edição do Big Brother Brasil.
De imediato, o efeito mais notável do programa é dividir as pessoas em dois grupos : os que assistem/gostam e os que não assistem/não gostam.
Há ainda uma subcategoria que são aquelas pessoas que adoram, mas negam por não quererem parecer brega ou por achar que quem é cool não gosta dessas coisas.
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No quesito TV, sempre primei pela sinceridade chocante. Assisto coisas muito piores que o BBB. E daí?
A vida que levo precisa de vávulas de escape. É na leveza, na coisa sem importância, sem conteúdo, que busco distração às vezes. Não dá pra buscar informação num BBB. Não dá pra esperar um mililitro de conteúdo (só litros de silicone mesmo). Mas qualquer visão tão definida assim é preconceituosa e distorcida.
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Expectadora assumida que sou, sem me justificar nunca sobre isso, e já habituada ao programa, elaborei pequeno guia pra quem quiser experimentar. Aqui vai: 
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- As personagens são as de sempre: alguns candidatos a artista, afrodescendentes que parecem obedecer algum sistema de cotas (porque seu número é quase sempre igual, mesmo num país predominantemente mestiço), futuras capas de Playboy/Sexy e Paparazzo, gays (maculino e/ou feminino) pra dar um ar de "sem preconceito" à produção do programa. Nessa edição, ninguém é gordo ou velho ou explicitamente feio.
- Todo BB que se preza tem tatuagem ou fez uma para ir ao programa. Prepara-se. Algumas são medonhas (merecem um cover urgente).
- Ouviremos um sem fim de histórias de vida de "muita batalha", "muita garra", "de superação". Poucas histórias serão de fato isso. A maioria soará como "eu num queria ralá e istudá, intão quis ser artista...".
- Pedro Bial, com roupinhas soltinhas, chinelos ou sandálias, relógio pendurado na cintura (não sei porque) entrará todo sorrisos. Ele é um misto de simpático, fofo from hell. Sempre que sorri, embora muitas mulheres jurem que ele é um galã, eu só vejo um lagartão animado (culpa do olho claro + péssima dentição - aliás, porque ele não investe nisso? Ninguém dá um toque nele? Cadê o padrão Globo nessa hora?)
- Veremos os BB entrarem na casa. Haverá expectativa de quem pulará na piscina primeiro OU haverá tarefa pra que conquistem o direito de usá-la.
- Bigfone estará lá e também o quarto branco. Mas não esperem grande coisa. Sabendo se tratar de uma linha direta com o celular do Boninho, saberemos tudo pelo twitter antes. Sempre aquelas coisas de por cordão aqui, ficar sem festa ali, manter segredo....whatever.
- A maior parte das mulheres se comportará como objeto. O trato é esse afinal. Se a moça bonita chegar à final, jamais ganhará. Brasileiro é machista acha que BB é caridade e pensa que ela não merece ganhar porque pode sair na Playboy etc. Este é uma fala escrota que ouço com freqüência. Pra mim segue a linha: "pra que estudar ou trabalhar se ela casou bem?"
- Quem tem PPP assiste um programa diferente do da edição. Fato.
- NINGUÉM ENTENDE O SIGNIFICADO DE BIG BROTHER. Por esse motivo, acham que devem ser brothers e sisters entre si. Na onda da ignorância, até Bial os chama assim. Se você também não sabe, não repita essa temeridade. Fica aqui a dica de leitura de um puta livro: 1984. Clique aqui para ler. Depois de ler, o próprio programa passará a ser visto de outra forma. E você se irritará com a ignorância dos que usam o termo inadequadamente.
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Não perca seu tempo comentando que não assiste ou que não esperava isso de alguém "como eu" (o que quer que isso signifique). 
Como já disse: eu não me justifico...
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Pra conhecer os participantes, clique aqui. Melhor análise prévia ever.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Comece bem a semana ( com Legião Urbana) III


O nome dessa música já diz quase tudo. Ela também me lembra que o amor se constrói e se fortalece nas pequenas coisas, no cotidiano da vida comum e não apenas nos momentos de tapete vermelho.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Dia de coluna no Monalisa! (Mike & Molly)


Hoje a coluna do Sofá da Mona comenta a nova série Mike & Molly, cujo casal protagonista é obeso.
 Já assistiu? Então, assista e veja se concorda ou não com minha impressão inicial.
Para ler a coluna CLIQUE AQUI.
Ah! E deixe seu comentário lá no Monalisa!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dia de coluna no Monalisa! (O Contador de Histórias)





O Contador de Histórias, filme nacional bacana e emocionante, inspirado em fatos reais é o assunto dessa semana em minha coluna no Sofá da Mona no Monalisa de Pijamas.

BORA CONFERIR? SÓ CLICAR
e não deixe de comentar!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Dia de coluna no Monalisa! (Coisas que dão medo...na TV)


A programação da TV anda no fundo do poço e cavando. Mas em meio a tanto coisa ruim e trash, algumas chegam a assustar! Na coluna do Monalisa de Pijamas desta semana, confira minha lista TOP 5 de coisas que me causam arrepios na TV atualmente! A vibe é de Dia das Bruxas!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Crítica gastronômica sofisticada


Recebi este vídeo e não resisti a dividí-lo com vocês. O que você verá não é um fenômeno raro, mas é uma fofura engraçada sempre! Quer saber se seu gatinho gosta da ração servida? Tem vários modos de saber, mas o mais fácil é quando ele fala...


terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dia de coluna no Monalisa! (Desenhos pra marmanjos)


Povo, sou eu ou a vida tá muito mais difícil?
Sério, quando eu era criança, não foi isso que me prometeram como futuro. Pois é... Nenhuma geração "errou" tanto em prever o futuro dos filhos quanto a dos nossos pais (coitadinhos!). Não foi culpa deles, sério. O mundo mudou e pirou rápido demais nesse final de século XX e ninguém conseguiria sacar algumas coisas que vivemos hoje. Pessoal era tão ingênuo que achava que futuro seria o paraíso tecnológico do desenho dos Jetsons!
E é esse mundo absolutamente maluco, com todas suas feridas, que é satirizado e escrotizado pela maioria dos desenhos listados em minha coluna semanal no MONALISA DE PIJAMAS. Selecionei 5 desenhos da safra mais atual (em contraste com a coluna nostálgica da semana passada) para apresentar aos que ainda não conhecem. Tirando Os Pinguins de Madagascar, muito engraçado - porém bem light, os outros 4 são CHUMBO GROSSO nas categorias politicamente incorreto, crítica social e escatologia. Ou seja: uma lufada de ar fresco e um super desabafo pra todo mundo com um pingo de caráter nesta sociedade escrota e injusta que se estabeleceu (Sr.K, um convidado que eu a-do-ro, do NERDCAST diz que no futuro se estabelecerá a "Era da Escrotidão" - pois eu acho que essa Era chegou...).
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E você, tá esperando o que?
Bora conferir a coluna dessa semana?

sábado, 31 de julho de 2010

Ele não está tão a fim de você - o filme (Educação sentimental)...


Esse filme não é novidade (é de 2009), mas só assisti por estes dias. E vou logo dizendo: DEVERIA SER OBRIGATÓRIO PARA TODAS AS MULHERES E HOMENS QUE ESTÃO BUSCANDO ALGUÉM.
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Sim, apesar do cartaz ser rosa-mulherzinha e, de fato, haver um viés feminino na abordagem, o filme foi baseado no livro homônimo e escrito a quatro mãos por Greg Behrendt e Liz Tuccillo
e a visão masculina também é colocada de modo interessante.
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Além de ser um bom filme, o time de atrizes se destaca (no sentido profissional e estético) com Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Drew Barrymore, Ginnifer Goodwin e Scarlett Johansson. Na boa? Devem ter gasto metade do orçamento do filme só com os cachês delas... No time de atores, temos Ben Affleck (sim, ele mesmo e não torça o nariz porque ele está ótimo no papel - ótimo para Ben Affleck, lógico), o deus-grego Bradley Cooper, Justin Long e o ótimo Kevin Connolly.

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Se quiser ler uma sinopse, clique aqui. Homens, mulheres, todos querem encontrar o amor, apaixonar-se, viver a emoção que todas as canções de amor e poemas descrevem. Todos trazem carências, complexos, virtudes e falhas. Todos humanos e vulneráveis. Todos com bagagem. Durante o filme, é curioso perceber que você se identifica com as personagens femininas e masculinas de acordo com a situação, deixando claro que tentar classificar as pessoas por estereótipos e seguir padrões aceitos pela sociedade não asseguram alcançar viver esse amor, essa paixão. Levar essas expectativas para as pessoas e relações também podem te aprisionar e condenar ao fracasso.
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Não há receita para amar, nem amor certo ou errado. Mesmo que você seja um grande sedutor e saiba tudo do jogo da conquista, quando é com você, quando você se percebe (de fato) amando alguém, não saberá o que fazer. Você vai se igualar a todo mundo que ama, que paga mico, que fica nervoso, que espera um telefonema, que não tem controle da situação, nem qualquer poder... Vai ter medo de perder. Vai ser um refém do que sente e ponto. Parece ruim? Acredite, ainda assim, é a melhor e maior aventura da existência humana.
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Permeado por depoimentos fakes de pessoas que contam sobre suas relações ou regras para se relacionar, achei esta especialmente útil (para mulheres principalmente, que são criadas achando que sempre o que há de errado nas relações está nelas - e que podem consertar- ou que seja certo ser mal tratada ou não receber atenção que merecem...bem, a cena inicial do filme no playground resume a gênese desse embate feminino):

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Pós-post: Trilha sonora bacana. Em cartaz no canal HBO. Se você não tiver TV a cabo ou este canal, vale cada centavo da locação do DVD.

domingo, 25 de julho de 2010

Whatever Works - Filme obrigatório...

Ontem fui assistir Whatever Works (traduzido como "Tudo pode dar certo"), o mais recente filme de Woody Allen. Sem sinopses aqui porque você pode dar um Google e ler várias (veja no site Adoro Cinema, clicando aqui), inclusive com aquelas fichas técnicas que uma amiga minha simplesmente adora decorar.
Além de ser um filme do Wood (veja como sou íntima do cara), confesso que o que me atraiu ao cinema foi o fato dos protagonistas serem o Larry David e a Evan Rachel Wood (os dois do cartaz acima). Eu já falei da Evan Rachel aqui em algumas oportunidades (nos excelentes filmes
Across the Universe e The life before her eyes). Neste filme ela está mais uma vez irretocável. Quem acompanha a atriz sabe o quanto ela é descolada e moderna e vê-la no papel da simplória Melody é um deleite. Evan tem timing de comédia e não tem pudor em parecer ridícula que muitas jovens atrizes têm.
Quando Melody entra na vida (e no universo) da personagem de Larry David (o físico aposentado Boris Yellnikoff) cria-se a situação perfeita para a comédia. Boris se auto denominada gênio, "quase" indicado ao Nobel, hipocondríaco, portador de certo TOC (seu ritual de lavagem de mãos vale o ingresso), megalomaníaco e absolutamente misantropo. Melody é o oposto. Melody foi criada baseada no senso comum, no patriotismo norte-americano, na superficialidade e otimismo do norte-americano médio do interior. Todavia, funciona como divertido contra-ponto a Boris justamente por aceitar que certos aspectos da vida não podem ser racionalizados, controlados. Bem, todos nós sabemos que algumas coisas da vida simplesmente não fazem sentido algum. A diferença é uns aceitam isso e outros não.
O filme não se limita apenas à relação entre Boris e Melody. Gradativamente o universo de Melody (representado por seus pais) surge no filme e se expõe à moderna New York. O choque cultural e seus desdobramentos são fonte de gargalhadas e reflexões.
Amei o filme. Recomendo, especialmente a pessoas mais "caretas". A mensagem do filme, que embora seja uma comédia requer uso de neurônios, é terna e sábia. Fruto de um escritor e diretor que já atingiu 75 anos e passou por muita coisa na vida (Sim, Woody já está com 75 anos!).
Então, está esperando o que? Corre pro cinema!

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Men of a certain age - estréia promissora...

Na foto acima, os três protagonistas da nova série que começou a passar (aqui no Brasil) na Warner (o 47 da NET) ontem. Nos EUA a série fez sucesso, o que garantiu ao menos mais uma temporada já em produção. Criada por Ray Romano (o cara ao centro da foto), a série trata do universo masculino passando pelo envelhecimento, pela famosa (e temida) "meia idade" (Men of a certain age)
Estão todos lá: divorciados, infelizes no casamento, frustrados na profissão, enforcados na hipoteca, dependentes do emprego na empresa do pai, acomodados, caras se deparando com as limitações do corpo e doenças, "tiozinhos", caras com "bagagem" (casamentos, filhos etc).
Não espere o quase pastelão, de fácil digestão, visto em Everybody loves Raymond. O humor é ácido, há momentos de constrangimento, de vergonha alheia, de sapos sendo engolidos, enfim, tudo que faz parte da vida de quem chegou ao meio do caminho e não pode mais se perder em devaneios e loucuras. A vida agora parece passar mais rapidamente e parece bem mais curta.
Mas isso não tira a graça da série ou a torna depressiva. Achei a abordagem na medida, engraçada e com um universo de piadas para paladares mais sofisticados. Resumindo: aguardo o próximo episódio com ansiedade e recomendo.

terça-feira, 13 de julho de 2010

Caso Bruno: Já se perguntou por que?


Oksana é ex-namorada do ator e diretor Mel Gibson. Ingrid Saldanha, ex-mulher do ator Kadu Moliterno. Mércia (advogada) e Eliza (modelo).
O que estas quatro mulheres têm em comum?
Vítimas da violência de seus companheiros.
Oksana e Ingrid estão vivas, mas Mércia e Eliza não tiveram a mesma sorte.
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Nestes quatro casos, os homens tinham situação financeira estável e confortável e status social.
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Por que um homem, sempre de força física superior à da mulher, julga-se no direito de agredí-la? Por que um companheiro acredita ter permissão para humilhar e torturar psicologicamente sua parceira?
Pergunto-me o seguinte: se todos ficamos putos e queremos "esganar" as pessoas que amamos em meio a uma briga ou discussão, por que a maioria não o faz de fato?
E por que esses caras vão até o final? Por que acham ter razão em agredir suas companheiras? Enfim, por que acreditam que a violência irá resolver qualquer questão que seja?
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Quem são esses caras? Que criação tiveram em casa?
Como viam suas mães? Como seus pais tratavam suas mães? Que imagem construíram da mulher ao longo de seu crescimento? Que mensagem sobre a mulher e o feminino internalizaram nessa trajetória?
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Não há que comentar sobre os casos que estamos vendo. São execráveis.
Mas se não começarmos a buscar entender como isso começa nesses homens, estaremos condenados a repetir essas tristes histórias indefinidamente.
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Acredito que a resposta esteja na criação e na estrutura familiar.
Você já foi a um desses almoços de domingo em que no final, as mulheres (e só elas) se encarregam de limpar e arrumar tudo, enquanto os homens (meninos e adultos) continuam a conversar tranquilamente ou vão fazer outra coisa, sem que nada lhes seja pedido por ninguém?
Já viram garotos que não retiram da mesa nem o próprio prato, que não arrumam a própria cama, mas cujas irmãs têm que fazer tudo isso?!
Ok, isso não os transforma em futuros agressores de mulheres, obviamente. Mas a semente do machismo, da misogenia já foi plantada.
Como essa planta monstruosa crescerá naquele garoto?
Quem sabe prever o futuro?
Quem são os ídolos desses meninos?
E como as mulheres estão sendo retratadas na mídia? O que estamos ensinando às meninas?
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Tudo isso deve ser repensado.
Estes quatro casos não foram episódios isolados.
Todos os dias há uma Maria que foi espancada, humilhada ou assassinada por um José (clique aqui para ler mais sobre isso).
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Até quando?

segunda-feira, 12 de julho de 2010

The lucky ones ("Gente de sorte")

Assisti hoje, meio que por acaso um filme muito bacana.
The lucky ones, chamado de "Gente de sorte" aqui no Brasil é um filme do diretor Neil Burguer (o mesmo do filme O ilusionista) rodado em 2008.
O pano de fundo é o retorno de três soldados aos EUA vindos da Guerra do Iraque. Apesar da profundidade do tema, o filme é uma comédia (boa, porém para poucos) de humor não óbvio. As personagens são muito bem construídas por 3 atores competentes e sem excessos.
Inevitável não se identificar com os protagonistas, seu deslocamento ao retornar ao próprio país, as pressões cotidianas, os rumos e planos (ou a falta dos mesmos) e a busca de sentido para a própria existência com a desesperada necessidade de pertencer a algo. Nessa busca brotam ilusões e desilusões.
Vale destacar a atuação impecável de Rachel MacAdams. Confesso que nunca tinha me tocado da versatilidade incrível dessa atriz. Ela muda a cada papel, não porque muda a cor de seu cabelo, olhos e maquiagem. Ela muda tudo. O andar, a fala, o sotaque. Um talento imenso. Não sei se Hollywood lhe dá o devido valor (não no sentido financeiro), mas ela é uma daquelas atrizes que pode fazer um filme independente ou um blockbuster de época igualmente bem.
Rachel MacAdams em um adjetivo: flawless
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(o filme está em cartaz na HBO, mas se você não tiver, vale a locação do DVD)