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quinta-feira, 31 de maio de 2012

A grande virada

"Bobby Walker vive  o “sonho Americano”: tem um bom emprego, uma família bonita, um deslumbrante Porsche na garagem… Mas quando a política de redução de pessoal deixa a ele e a seus companheiros Phil Woodward e Gene McClary sem trabalho, ostrês se veem obrigados a redefinir suas vidas como homens,maridos e como pais de família." (Filmes de Cinema)


Se você já viveu um pouco da vida real, sabe que nem todos sonhos duram pra sempre. Talvez nem sejam sonhos afinal. Como diriam no podcast Papo de Gordo, "a vida, esta ordinária, chega e f#d% com tudo...". E lá está você novamente, praticamente onde começou, só que mais velho e com obrigações. Na sociedade do culto à juventude, o mercado rejeita quem ousa exibir rugas e cabelos grisalhos.  De onde tirar forças?
Achei o filme A Grande Virada, muito bom. Até pelo fato de mostrar um lado dos EUA que poucos abordam: a destruição do sonho americano, a queda do mercado, a quebra do mercado imobiliário e das grandes indústrias, o mundo das fusões desumanas, do mercado sobre a vida.
Num mundo em constantes mudanças, de inversão de valores, um filme sensível e verssímel. EM cartaz no Telecine Premium.

domingo, 1 de abril de 2012

Invenção do Amor (curta - 2010)


Fruto de meu ócio criativo, adoro me perder buscando animações e curtas, videos bonitos, inspiradores, instigantes. A Invenção do Amor (2010) é delicado e denso. A natureza humana em decadência, a espontaneidade e os altos e baixos que apenas uma vida de verdade oferece. A experiência humana é assustadora porém inevitável. Vejo tantas pessoas que desfocam do essencial. Para si em primeiro lugar. Para os demais. 
Uma cegueira digna de Saramago.
A tentativa de atendermos expectativas de uma sociedade de consumo, hipócrita e superficial. Adorei ver que o mundo cotidiano é suspenso, que fica na superfície (e ao mesmo tempo em uma altura quase inalcançável por ser um mundo idealizado com utópica ausência da morte e controle sobre qualquer mecanismo). Também gostei dessa referência de mergulho, de descida a um subterrâneo, onde também não se dá conta de permanecer. Um mergulho perigoso para o aparente controle instalado.
Seria bom uma vida sem perdas e sem surpresas (mesmo as boas)? É possível amar sem precisar aprender a perder? E alguém escolhe alguma coisa sobre o amor? ...

domingo, 4 de setembro de 2011

Salt - sempre mais do mesmo

Angelina em Salt: "não vejo a hora de processar o cabelereiro dessa espelunca..."
Domingão, dia do esporte predileto dos adeptos do sofá: zapear. E zapeando dei de cara com Salt (2010) com a dona Angelina Jolie. Parei para ver, por inércia mesmo. O filme é de ação. Tá. Para mim é um novo gênero em crescente popularidade: ação/galhofa.
Essa moça esguia aí de cima, de perucão com franjão (por quê? pra quê?!) é uma agente da CIA e blablabla, tem uma marido que quer proteger e blablabla, daí prendem um espião russo blablabla, talvez ela (Evelyn Salt) esteja armando para assassinar o presindente russo em visita ao país para um funeral blablabla....WHATEVER.  Bem, essa moça magrinha consegue, com um ou dois tabefes, deixar insconscientes soldados enormes e com colete a prova de bala (numa cena ela enfrenta 3 de uma vez). Ela pula de cima de um caminhão para outro em plena highway americana, quinhentos (super treinados) caras atiram nela e ninguém acerta. Rouba uma mega moto apenas com uma mão (sim, isso mesmo) para fuga. Na cena galhofa mor ela consegue se atirar de um metrô em movimento e cair na plataforma de embarque. 
Dê adeus às regras da Física e assista Salt feliz. E tema pela segurança dos EUA. Ninguém pega uma mocinha magrela, que dirá um terrorista bem nutrido. O filme entremeia cenas de ação/galhofa com uma trama "política" de EUA x Rússia. Socorro. Isso é tão trinta anos atrás que nem vale comentário. Os russos como sempre são as frias encarnações do capeta. Que preguiça mental de traminhas over como essa.
Se você tem prática, como eu, com esses filmes já desvenda o segredo final só pela escalação de elenco (sabe aqueles caras que sempre fazem vilão ou que são muito importantes para serem só coadjuvante? Então, colocam um nego desses pra ser best friend da Salt). 
Enfim, a grande pergunta do filme é: "Quem é Salt?". Em meio a tanta galhofa e clichês, você também se pergunta: "Quem escreveu esse roteirinho?". E mais: "Quem era o responsável pela continuidade?". Porque dá para colecionar erros de continuidade em Salt.
Só para fãs apaixonados (e portanto cegos) da Angelina.
Se te interessar, CLIQUE AQUI para o IMDB do filme (em cartaz na HBO).

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Incontrolável (Unstoppable)


Fui ver INCONTROLÁVEL (Unstoppable, 2010). Boa distração, conseguiu me fazer esquecer as preocupações. Mas não vá com olhos críticos assistir. As personagens parecem ter saído de um roteiro amador, deu um pouco de nervoso, admito. Não faz muito sentido a historinha doméstica contada pelo novato na ferrovia. Talvez se ele fosse um Bruce Willis (novo, óbvio) conseguisse o efeito desejado. Não há ator que dê jeito em personagem mal escrita. Denzel pôs no automático. Apesar de sua personagem pular vagões em movimento, ele não precisou se mexer muito para este filme. 
A idéia é operar no nçivel da aflição. Em alguns momentos funcionou. Mas depois que um vagão lotado de crianças foi salvo por um triz, percebi que era apenas um bom filme para a Tela Quente da Globo. 
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Denzel fez aquela personagem que você já viu em muitos filmes (de outros atores também): afroamericano entrado nos anos, porém enxutão, caladão, viúvo fiel que vive para as filhas, sabe-tudo no serviço, fodão master senior (resumindo: um tédio sem fim). Mas o que me incomodou foi ficar observando as cerâmicas dentárias dele. Acho que alguém o convenceu que se ele colocasse dentes similares a Mentex parecia ter um sorriso mais jovial... Só que não rolou. Ficou estranho e passei o filme todo reparando nisso.
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Mas como tudo na vida é relativo, fuçando na net, deparo-me com isso:
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Bom, daí eu pensei: "Denzel, cê tá ótimo, amigão!"
Recomendações ao seu dentista. O cara deu nó em pingo d´água!


domingo, 9 de janeiro de 2011

Pena que cresce

Tia Li, leitora amada e VIP dessa bagaça, lembrou-me dessa frase num comentário recente ao se referir a filhos, mostrando sua saudade dos pimpolhos quando pequenos. 

Tia Li, seguinte: tem pais que devem cho-rar ao lembrtar de seus filhos crianças. Ela era linda, espirituosa, esperta, fazia tudo que a gente mandava e... nos fazia ganhar milhões de doláres! 
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Selecionei três casos de pais que merecem nossa solidariedade pela perda que tiveram...


Dá pra resistir a tanta fofura? Haley Joel Osment, que chegaria ao topo da fama como o garotinho médium do filme O Sexto Sentido (I see dead people...). Seus dentes enormes vieram, a testas cresceu mais que o resto e o tratamento ortodôntico lhe deu um sorriso de ewok (a estatura já é de ewok) Ele agora investe no cabelo e nos olhares pra imprimir atitude...


Seu filho uma belezinha, máquina de fazer dinheiro, cresce e vira esse... 
...ãh... freak?... A sensação é de que bateram a porta na cara dele sucessivas vezes...Macaulay Culkin, que faz seus pais chorarem toda vez que olham os albúns de família...


Essa minha maior decepção. Apostei muito em Elijah Wood quando ainda um menino. Eu pensava "ele vai ficar um cara lindo!". Após um hiato de filmes de sessão da tarde, nunca mais o vi. Anos depois, deparo-me com um...hobbit! Que decepção! Peguei uma foto dele no tapete vermelho aqui pra me sentir menos triste. Puta sacanagem esse DNA que engana. Começa bem e vai detonando...

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Detalhe deprimente: todos ficaram baixinhos. 
Tipo Bruno Gagliasso, só que feinhos.


quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Dia de coluna no Monalisa! (O bom e velho Max Cady)

Robert De Niro como Max Cady: sentiu o naipe do cara?!
 Um "bom" vilão, sociopata, agressive anda em falta nos filmes...Esta semana, na coluna do MONALISA DE PIJAMAS, comento um pouco sobre Max Cady de Robert De Niro (pra mim, momento TOP5 em sua carreira) e o filme Cabo do Medo (de 1991)

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domingo, 7 de novembro de 2010

Filmes irresistivelmente ruins (Malibu Shark Attack)

Minha atração pelo trash sempre me conduz a vivências únicas e ao embasbacamento por sempre poder observar a tendência/essência humana de poder piorar sempre. 
Num domingo gostoso, após visita querida de meus pais, refestelo-me em meus aposentos zapeando e zapeando... em 10 segundos um filme fisgou minha atenção. Assisti inteiro, perdi apenas os 10 minutos iniciais.
Acho que posso assegurar tratar-se do pior filme de tubarão ou fera assassina que já produziram. O choque foi ainda maior ao constatar que o filme é de 2007. WTF?
Escolha de estilo, uma vibe retrô? O que poderia levar alguém a filmar tão porca-profissionalmente nos anos 2000? O filme parece perdido num limbo entre anos 80 e 90. As atuações são pura canastrice. Os tubarões parecerem a obra de um péssimo aluno em animação. Melhores cenas: todas que os tubarões comem os péssimos atores, em solidariedade aos espectadores, e quando resolvem matar os tubarões com pequenas serras-elétricas que funcionam (pasmem) embaixo d´água. Não há no elenco um único ator conhecido. Há um suposto triângulo amoroso formado por pessoas feias e bagaçadas que nos provoca uma torcida ainda maior para que o tubarão os coma logo. Sério. Não torci pelos humanos do filme em nenhum momento. Não dá. Quando vi o desastre gráfico da imagem do tubarão, quase pixelado, focado em sua atuação em filme de tão baixa qualidade, sendo obrigado a suportar a canastrice do elenco, só fiz o que quaquer pessoa de bom gosto faria: torcer pelo menos pior. E isso me levou a torcer pelos tubarões chifrudos (mais esta humilhação) do filme. O nome? Várias versões: Malibu Shark Attack ou Malibu Shark. É mix de: SOS Malibu com baixíssimo orçamento, filmes com tubarão e trabalho de arte e efeitos especiais suprimidos.
E quanto pior ficava, menos eu tirava meus olhos da TV. Doença, né?
Malibu Shark é certamente um dos TOP100 dos filmes irresistivelmente ruins!


sábado, 6 de novembro de 2010

Jill Clayburgh - uma dama a menos

Ontem (dia 05/11) o mundo perdeu a atriz Jill Clayburgh aos 66 anos. Uma dama a menos na face da Terra. Sei que há uma geração de senhores e senhoras que se lembrará dela como a "A mulher descasada" de 1978, mas eu sempre me lembrarei dela fazendo comédia no filme "Coisas do Amor" (2001) (Never Again). Jill fez muitas participações em seriados, então você vai cruzar com este belo rosto a qualquer momento na TV a Cabo. Nem que seja uma ponta, pare no canal. A atuação de Jill vale sua audiência. Exemplo de beleza e de mulher que soube envelhecer e de dignidade e força na luta de mais de 20 anos contra a leucemia.
Damas como ela sempre farão falta para um mundo tão medíocre.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Dia de coluna no Monalisa! (O Contador de Histórias)





O Contador de Histórias, filme nacional bacana e emocionante, inspirado em fatos reais é o assunto dessa semana em minha coluna no Sofá da Mona no Monalisa de Pijamas.

BORA CONFERIR? SÓ CLICAR
e não deixe de comentar!

domingo, 24 de outubro de 2010

Tudo Azul (Kabluey)

Já ouviu falar de Scott Prendergast? Não? Então, ainda vai. O cara tem talento pelo que vi em seu longa de estréia, o filme Tudo Azul (Kabluey, 2007) que está em cartaz no Telecine Premium (TV a cabo). Scott Prendergast escreveu, dirigiu e atuou. 
Leslie (Lisa Kudrow) enfrenta sozinha o medo, a solidão e a barra de criar dois filhos enquanto seu marido está combatendo no Iraque. Os meninos são um caso para a Super Nanny: agressivos, irriquietos, arredios. Leslie não conta com ninguém para ajudá-la e vive com pouco dinheiro.  Sua sogra sugere seu cunhado (Salman), esquisito e loser, com quem Leslie não tem contato desde o próprio casamento. Salman vive de subemprego em subemprego, sem eira nem beira, sem casa. Leslie  propõe, então, que ele more em sua casa em troca de cuidar dos meninos. Pobre Salman... As cenas de sua chegada e as tentativas de lidar com uma Leslie alienada às necessidades da casa e dos filhos e com os meninos endiabrados despertam um misto de riso e aflição. Impossível não se solidarizar com a pobre "babá". Obviamente  o esquema não funciona, mas Salman sequer pode ir embora. Ele não tem pra onde ir.  Leslie arruma um emprego para que ele possa ajudá-la a pagar uma escola integral para os meninos e ficar um pouco mais até poder se ajeitar.
O emprego é um tortura humilhante: vestir a fantasia de um boneco azul, sem mãos, com uma cabela gigante e pesada, sem olhos, sem boca. Ele deve passar o dia sob o sol escaldante numa estrada deserta, distribuindo panfletos para o aluguel de salas no prédio sem vida aos poucos que passarem por ali. A partir disso, Salman conhece alguns dos moradores do lugar. A fantasia ao mesmo tempo que substitui a figura humana de seu usuário, torna-se uma personagem querida por crianças ou odiada pelo que simboliza (a perda, a falência). Interessante observar como as pessoas esquecem que há um ser humano dentro da imensa roupa azul, que ouve as conversas ao seu redor, que flagra erros escondidos. Salman, o loser, o esquisito, o invisível passa a ser alguém justamente quando assume uma forma não humana. E as crianças se encantam com o boneco. Atenção para a cena em que ele vai animar uma festa infantil e encontra com seus sobrinhos por lá, sob a fantasia. Muito tocante.
O filme traz surpresas nas histórias paralelas que se revelam durante a trama, com humor e sensibilidade. A invisibilidade do outro, do próximo que fingimos não ver é um tema trazido para reflexão, assim como a falta de amizade, de amparo e de amor e seu poder corrosivo em nossas vidas.
Quem é o herói em nossa sociedade? O militar que deixa sua familia para arriscar-se por uma causa inexistente e equivocada ou o rapaz desprezado por todos, mas que se empenha em olhar e amparar meninos negligenciados? Que luta para manter a família do irmão herói de uma guerra distante?
Não quero dar spoiler aqui. O filme traz muito para se pensar nesta estrada deserta e quente, sufocante que todos trilhamos com os ruídos valores atuais. 
Se tiver chance assista. De minha parte só digo uma coisa: aguardo ansiosa o próximo projeto de Scott Prendergast!


sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Feliz Aniversário, John!

É essa a imagem que mais gosto dele: sorrindo e despenteado
Ele não viveu para conhecer a internet e seu poder de eliminar a distância entre as pessoas e da inundação veloz de informação e ícones voláteis. Mas é na internet que sua viúva Yoko Ono pediu que fossem feitas as manifestações do que seria seu aniversário de 70 anos. Sim, meus caros, John Lennon estaria completando 70 anos (neste sábado) e seria um avô certamente inquieto, crítico e capaz de expressar nossos anseios em suas canções.
O mundo em que John viveu ficou no passado de fato? Sempre me pergunto isso quando ouço certas músicas e percebo o quanto ainda são atuais. E são porque falam de sentimentos universais: amor, desejo de um mundo melhor, mais justo, mais tranquilo. 
Eu não vivi o fenômeno dos Beatles. Eu não havia nascido. Conheci a banda por um professor de inglês que tive aos 14 anos, beatlemaníaco e que tocava violão e cantava muito bem suas músicas. Curiosa e fascinada, fui atrás. Não tinha Google, nem Torrent. Fui à loja de discos mesmo. Olhei um álbum duplo, todo embalado em plástico, sem nada, todo brancão. Eu nem sabia o tesouro que segurava entre os dedos: era o álbum Branco. Era um álbum mágico. Passei horas junto à vitrola, repetindo as mesmas músicas e traduzindo suas letras com o dicionário Barsa no colo. E assim foi com vários outros álbuns. E com as músicas que tirei no violão...
Eu comecei a buscar informação sobre a banda, seus integrantes, tudo. Biblioteca, livros, revistas, jornais, programas de TV (na TV cultura). E assim desenvolvi esse carinho imenso pelos Beatles. E especialmente por Lennon. Ele era a voz crítica, ousada. E assim passei pelo processo de investigação agora com Lennnon. Seguramente, um artista que influenciou minha juventude apesar de tantos anos de distância. 
Meu musical predileto se chama Across the Universe. Ele é inteiro com música dos Beatles. E é com um momento lindíssimo dessa produção que queria deixar meu registro de admiração por Lennon e seu legado, sua mensagem. Quantas gerações ainda precisarão nascer para de fato colocá-la em prática?


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Dia de coluna no Monalisa! (Bastardos Inglórios)

Terça-feira = dia da minha coluna no Monalisa!
Hoje comento a super estréia deste mês na TV a cabo: Bastados Inglórios do diretor Quentin Tarantino
Para ler CLIQUE AQUI.
E não se esqueça de deixar seu comentário!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sob o sol da Toscana - coluna no Monalisa de Pijamas


Hoje é dia da minha coluna no Monalisa de Pijamas sobre o que tá rolando de bom na TV !
Comento sobre o excelente filme "Sob o sol da Toscana" (que foi inspirado em livro e história verídica, coisas que adoro). Se tiver interesse no DVD ou nos livros, use nosso selo do submarino.com para adquirir por preços camaradas.
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PARA LER A COLUNA CLIQUE AQUI 
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Lembrete: Monalisa de Pijamas concorrendo a vários prêmios. Pra votar basta usar os links abaixo. Fácil e rápido. Bora votar?
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                              Blog Pluma, a gata/categoria quadrinhos


domingo, 29 de agosto de 2010

Up - Altas Aventuras

"Up- Altas Aventuras" estreiou na TV a cabo hoje (HBO) e está disponível em DVD. Resultado de meus horários malucos de trabalho, que inviabilizam maior freqüência às salas de cinema, só assisti Up hoje. Acredito que na tela do cinema e seu sistema de som, muitas cenas teriam sido mais impactantes e realistas do que já foram na TV de minha sala. Mas mesmo num pequeno televisor, Up vale sua atenção. Após pensar sobre a história, recomendo Up também para adultos e, em especial, para pessoas que valorizam o amor de qualquer idade.
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Há muito tempo atrás, um garotinho tímido de óculos de aros grossos (Carl), encanta-se com a ousada e destemida Ellie. Eles têm paixões em comum, afinidades. Passam uma vida inteira juntos, dedicados um ao outro, até que ela falece. Sempre a líder das traquinagens da infância, Ellie se lança primeiro para a mais misteriosa das aventuras... Resta seu companheiro de brincadeiras. Um Carl solitário e sem a confidente de toda uma vida. Com quem conversar se a única pessoa cuja voz e opinião lhe interessa ouvir, não mais poderá responder? A cena do velho Carl frente a sua xícara de café e um lugar vazio na mesa da cozinha, é de derreter o mais frio dos corações.

Carl no momento em que conhece Ellie: nasce o amor...
Como quaisquer jovens apaixonados, Carl e Ellie tinham muitos planos: casa, filhos, viagens, aventuras (a casa em que passaram a vida é a mesma onde se conheceram. Atenção à caixa de correio e seu significado). Mas a vida não se intimida com o amor. Ela segue implacável. E assim os anos se passaram. Projetos foram adiados, outros esquecidos e a maior dor os visitou na hora menos esperada...Todavia, o principal plano da dupla se manteve: estarem sempre um ao lado do outro.  Nas grandes ocasiões e nos milhares de pequenos momentos que constroem o convívio cotidiano. E como todo grande amor é por natureza a extensão de uma grande amizade, Up mostra em flashes poéticos (sem cair na pieguice) esses pequenos gestos do amor de todo dia.

Pequenos gestos de amor e companheirismo
Uma das sensações mais estranhas quando perdemos alguém que amamos é perceber que o mundo todo prossegue. As coisas continuam acontecendo, mesmo sem a presença de alguém tão importante. Esse sentimento é bem simbolizado na animação pelas grandes obras ao redor da casa de Carl e Ellie. Obras são barulhentas, sujas, transformadoras e implicam até em certa destruição. Uma afronta à dor do luto de quem quer preservar ao máximo cada resíduo da estada do outro ao seu lado.
Retrato da dor da ausência: vida que insiste em continuar
A trama tem muito de lúdico, com humor em doses moderadas e personagens com profundidade rara em uma animação para a grande massa. Quem assiste Up com olhar mais atento e maduro, vai se identificar com praticamente todas as personagens: Russell, que sofre a ausência paterna e coleciona medalhas e distinções no escotismo em tentativa de compensação e reconhecimento ;Carl que orienta sua vida e ações regido pela lealdade aos sentimentos por Ellie e até no engraçado Dug, o cão "falante", que apesar de poder falar será sempre um cão, escravo de sua natureza canina.

Boa parte da ação se passa nas alturas, obviamente. Achei interessante porque penso que em nossas vidas talvez aconteça o mesmo. Nossas ações, decisões, sentimentos norteadores, enfim, tudo se inicia nesse plano "elevado", até pouco acessível ou mesmo consciente, do pensamento. Up nos lembra (ou ensina) que a grande realização de nossas vidas é a nossa jornada interior e o cultivo do amor e da amizade. Haverá altos e baixos, prazeres e dores.  E tomara que você tenha a mesma sorte de Carl em participar da mais incrível de todas as aventuras: encontrar e viver o amor de sua vida.

"Up - Altas Aventuras" em cartaz na HBO e videolocadoras. DVD à venda no SUBMARINO - para comprar, use os links do blog! Há 2 ótimas opções de oferta !
BlogBlogs.Com.Br

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Billy Elliot - coluna no Monalisa de Pijamas

Hoje é dia!
Coluna minha no Monalisa de Pijamas (Sofá da Mona)
CLIQUE AQUI PARA VER

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O Monalisa de Pijamas está concorrendo atualmente a dois prêmios: o 2o Prêmio Blog Books (que transforma o conteúdo em livro) e o Peixe Grande. Além da qualidade do conteúdo, vale lembrar que o Monalisa tem um dos melhores podcasts da rede. Eu já votei, então falta você! Pra facilitar sua vida, basta usar os selos disponíveis no Monalisa, clicar e votar. Pronto, fácil e rápido! Bora votar?!
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A Mafalda do Monalisa é desenhista. Já trabalhou com Maurício de Sousa e pra Disney. Sim, a moça tem talento! E tem também um blog com tiras que está na disputa do Blog Books também. Convido você a conhecer a Pluma, a gatinha protagonista das tiras (entre por aqui). Eu, que adoro gatos, curti! Para votar no Blog da Pluma, basta clicar aqui.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Estréia no Monalisa de Pijamas

Alegria, alegria!
Foi meu sentimento com o convite para colaborar com o excelente Monalisa de Pijamas (quem tem um dos Podcasts mais engraçados do país!) e é meu sentimento ao ver minha primeira contribuição postada lá agora há pouco.
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Escreverei sobre tudo que rola na TV, na coluna Sofá da Mona.
A coluna será quinzenal, sempre às terças.
Minha estréia foi nesta tarde.
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Bora conferir?!

sábado, 31 de julho de 2010

Ele não está tão a fim de você - o filme (Educação sentimental)...


Esse filme não é novidade (é de 2009), mas só assisti por estes dias. E vou logo dizendo: DEVERIA SER OBRIGATÓRIO PARA TODAS AS MULHERES E HOMENS QUE ESTÃO BUSCANDO ALGUÉM.
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Sim, apesar do cartaz ser rosa-mulherzinha e, de fato, haver um viés feminino na abordagem, o filme foi baseado no livro homônimo e escrito a quatro mãos por Greg Behrendt e Liz Tuccillo
e a visão masculina também é colocada de modo interessante.
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Além de ser um bom filme, o time de atrizes se destaca (no sentido profissional e estético) com Jennifer Aniston, Jennifer Connelly, Drew Barrymore, Ginnifer Goodwin e Scarlett Johansson. Na boa? Devem ter gasto metade do orçamento do filme só com os cachês delas... No time de atores, temos Ben Affleck (sim, ele mesmo e não torça o nariz porque ele está ótimo no papel - ótimo para Ben Affleck, lógico), o deus-grego Bradley Cooper, Justin Long e o ótimo Kevin Connolly.

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Se quiser ler uma sinopse, clique aqui. Homens, mulheres, todos querem encontrar o amor, apaixonar-se, viver a emoção que todas as canções de amor e poemas descrevem. Todos trazem carências, complexos, virtudes e falhas. Todos humanos e vulneráveis. Todos com bagagem. Durante o filme, é curioso perceber que você se identifica com as personagens femininas e masculinas de acordo com a situação, deixando claro que tentar classificar as pessoas por estereótipos e seguir padrões aceitos pela sociedade não asseguram alcançar viver esse amor, essa paixão. Levar essas expectativas para as pessoas e relações também podem te aprisionar e condenar ao fracasso.
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Não há receita para amar, nem amor certo ou errado. Mesmo que você seja um grande sedutor e saiba tudo do jogo da conquista, quando é com você, quando você se percebe (de fato) amando alguém, não saberá o que fazer. Você vai se igualar a todo mundo que ama, que paga mico, que fica nervoso, que espera um telefonema, que não tem controle da situação, nem qualquer poder... Vai ter medo de perder. Vai ser um refém do que sente e ponto. Parece ruim? Acredite, ainda assim, é a melhor e maior aventura da existência humana.
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Permeado por depoimentos fakes de pessoas que contam sobre suas relações ou regras para se relacionar, achei esta especialmente útil (para mulheres principalmente, que são criadas achando que sempre o que há de errado nas relações está nelas - e que podem consertar- ou que seja certo ser mal tratada ou não receber atenção que merecem...bem, a cena inicial do filme no playground resume a gênese desse embate feminino):

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Pós-post: Trilha sonora bacana. Em cartaz no canal HBO. Se você não tiver TV a cabo ou este canal, vale cada centavo da locação do DVD.

domingo, 25 de julho de 2010

Whatever Works - Filme obrigatório...

Ontem fui assistir Whatever Works (traduzido como "Tudo pode dar certo"), o mais recente filme de Woody Allen. Sem sinopses aqui porque você pode dar um Google e ler várias (veja no site Adoro Cinema, clicando aqui), inclusive com aquelas fichas técnicas que uma amiga minha simplesmente adora decorar.
Além de ser um filme do Wood (veja como sou íntima do cara), confesso que o que me atraiu ao cinema foi o fato dos protagonistas serem o Larry David e a Evan Rachel Wood (os dois do cartaz acima). Eu já falei da Evan Rachel aqui em algumas oportunidades (nos excelentes filmes
Across the Universe e The life before her eyes). Neste filme ela está mais uma vez irretocável. Quem acompanha a atriz sabe o quanto ela é descolada e moderna e vê-la no papel da simplória Melody é um deleite. Evan tem timing de comédia e não tem pudor em parecer ridícula que muitas jovens atrizes têm.
Quando Melody entra na vida (e no universo) da personagem de Larry David (o físico aposentado Boris Yellnikoff) cria-se a situação perfeita para a comédia. Boris se auto denominada gênio, "quase" indicado ao Nobel, hipocondríaco, portador de certo TOC (seu ritual de lavagem de mãos vale o ingresso), megalomaníaco e absolutamente misantropo. Melody é o oposto. Melody foi criada baseada no senso comum, no patriotismo norte-americano, na superficialidade e otimismo do norte-americano médio do interior. Todavia, funciona como divertido contra-ponto a Boris justamente por aceitar que certos aspectos da vida não podem ser racionalizados, controlados. Bem, todos nós sabemos que algumas coisas da vida simplesmente não fazem sentido algum. A diferença é uns aceitam isso e outros não.
O filme não se limita apenas à relação entre Boris e Melody. Gradativamente o universo de Melody (representado por seus pais) surge no filme e se expõe à moderna New York. O choque cultural e seus desdobramentos são fonte de gargalhadas e reflexões.
Amei o filme. Recomendo, especialmente a pessoas mais "caretas". A mensagem do filme, que embora seja uma comédia requer uso de neurônios, é terna e sábia. Fruto de um escritor e diretor que já atingiu 75 anos e passou por muita coisa na vida (Sim, Woody já está com 75 anos!).
Então, está esperando o que? Corre pro cinema!