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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Mundo Líquido

Bauman - um mundo em transição constante
Este senhorzinho aí de cima é minha mais nova paixão. 
Sociólogo polonês, Bauman foi censurado e perseguido em sua terra natal. Emigrou para o Canadá, onde sedimentou uma fértil e relevante (porque são coisas diferentes - e ele conseguiu ambas) carreira universitária. 
Estou lendo uma de suas obras: 44 cartas do Mundo Líquido Moderno. Leio uma carta (ou capítulo) e fico dias pensando. Não há como ser diferente tamanha profundidade, lucidez e capacidade de visão encontrada em cada página. A digestão demora não por ser difícil ou desconfortável, mas por estimular a mente de tal forma, que se torna impossível pensar como antes. É um desses encontros em que autor muda a visão de mundo do leitor. E acostumar-se com novas lentes leva certo tempo.
Com o tempo, pretendo escrever mais sobre o que tenho lido. Por hora, apenas recomendo a leitura a todos que queiram compreender um pouco melhor o mundo mutante e veloz em que vivemos.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Era da Cultura da Convergência e Ensino


Professor fundador do programa de Estudos de Mídia do famoso MIT (Massachusetts Institute of Technology - praticamente um ninho de geeks e nerds com QI nas alturas), Henry Jenkins (quem mantém um blog de ensaios - www.henryjenkins.org) é um desses caras visionários e que vê nas ferramentas tecnológicas oportunidade de melhoria da capacidade do ser humano pesquisar, estudar e construir uma mente mais aberta a soluções mais criativas sobre educação em todos seus níveis. 
Li recentemente sua obra, cuja capa está no início desse post. Embora ligeiramente desatualizada, a edição de 2008 já trazia informações que se confirmaram verdadeiras e outras que ainda permanecem atuais, apontando possíveis caminhos para lidar com a informação e suas novas vias de "escoamento" e vazão. E não é isso que a Educação faz também? Desde minhas toscas apostilinhas xerocadas até as atuais Salas Virtuais, AVAs e tutoriais de ensino, acompanhei essa transição das formas de obtenção de informação com olhos otimistas.
Dizer que o carro é o responsável por tirar a vida de milhões de pessoas é o mesmo que atribuir a responsabilidade de todos os acidentes à máquina e não à condução irresponsável de um automóvel ou ao péssimo estado de nossas estradas. Não importa a tecnologia (midiática ou não) - sempre será seu o modo de utilização pleos seres humanos que conduzirá a resultados positivos ou negativos.
Então até certo ponto do passado, tínhamos que buscar informações em jornais impressos, revistas, periódicos, livros. As mídias atuais permitem isso em um acervo gigantesco que inclui textos, vídeos, imagens etc, porém exigem capacidade de leitura, participação, interação do usuário e até mesmo sua contribuição para a formação de mais informação (taí a wikipédia, por exemplo). Como ainda temos ambas as mídias (tradicionais e atuais) em coexistência, observamos diariamente um duelo entre ambas. Não é preciso dizer quem está ganhando esse combate, não é?
Sejam alunos ou consumidores, não basta mais a informação estagnada e engessada. Ao usar um sistema de busca, um estudante tem acesso a n informações sobre um tema e um texto acessado oportuniza outros links e assim por diante. A revolução da cultura da convergência se trata do uso crítico das ferramentas digitais e de sua melhoria pelos próprios usuários. Professores e alunos não serão perguntados se gostam ou não desse jeito: ele está ai e é um fato. A revolução já se iniciou...
A cultura da convergência aponta para a necessidade de apropriação e resignificação de conceitos e pré-conceitos e para a necessidade premente de "letramento" de nossos estudantes. Ou seja, você pode ter um mega computador, banda larga whatever...mas se não souber ler (inclusive em inglês), interpretar e analisar um texto, você fica na mesma que alguém sem as mesmas facilidades. A inclusão digital portanto não se resolve com a presença física de computadores. Isso é apenas a estrututa básica. É o uso, exploração e aproveitamento crítico das informações que de fato incluem indivíduos. 
E voltamos então à questão principal: como alfabetizar, ensinar a ler, interpretar um texto? Como ensinar a redigir um texto coerente? Como ampliar o horizontes de idéias e pensamento crítico acerca de nossa realidade? 
Recomendo a leitura, mesmo sendo um livro do remoto ano de 2008. Leitura gostosa e possível mesmo para leigos em marketing e mídias. Obrigatória para educadores, especialmente aos resistentes à era digital. Não, não há soluções mágicas. Mas a observação e a análise de fenômenos midiáticos como, por exemplo, a febre da série Harry Potter, são um prato apetitoso para quem tem fome de entender, cada qual em sua realidade, como abraçar de modo profícuo e eficaz as novas mídias (dentro do que cada uma oferece) ou de como preparar as novas gerações para que se beneficiem das mesmas. 
Abra sua mente. A Era da convergência cultura está em andamento. Só que nosso país ainda sofre com o descaso do Estado no início de todo esse projeto: saber ler (de fato) e desenvolver um raciocínio crítico. Enquanto não exigirmos e darmos condições democráticas de acesso à educação fundamental e média, jamais seremos agentes de transformação. Jamais nos beneficiaremos da cultura da convergência. Teremos uma nação de estudantes estagnados no control c + control v.
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Você pode pensar: nosso país é pobre, muita gente não tem acesso a nada...Sim, você tem razão. Nosso país ainda sofre com falta de saneamento básico. Não falta dinheiro. Somos o país dos impostos. Falta fiscalização do governo, postura ativa do eleitor, saúde e educação. Então, nosso caminho será mais longo para que uma população maior se beneficie da referida cultura. Mas é possível. Basta investirmos quantias realistas em educação básica e fundamental e na estrutura de vida de nossos cidadãos. Enquanto isso não ocorrer... Teremos a maior nação do planeta à margem da Cultura da Convergência, embora sejamos campeões em usuários de redes sociais (que podem ter seu uso modificado e melhorado com a abertura das mentes).
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Pos-post: Comprei meu exemplar no estantevirtual.com.br bem baratinho e em excelente estado. Ficadica!








quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Tira Mundo Humano (Geração Y - a revolução) VII

JORNAL DE PIRACICABA - todos os direitos reservados
Clique em cima da tira para vê-la maior

Inspirada na obra de Melissa Miranda: "INÉRCIA A GERAÇÃO Y NO LIMITE DO TÉDIO"
Aliás, a autora estará na Paraler do Ribeirão Shopping no dia 23/09 a partir das 19:30h. Bora conferir?

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Meu pai fala cada m*rda (dica de livro)

Sou educadora e trabalho com jovens sempre na casa do 18 aos 20. Desde meu começo, tive a triste percepção (confirmada até hoje) de que a maioria não tem hábito de ler. Se alguma semente de amor pela leitura foi plantada ali, não germinou por n motivos.
Trago comigo uma certeza polêmica: é melhor que uma criança ou jovem leia um blog, uma HQ do que não leia nada. Até bula de remédio é melhor leitura que nenhuma leitura. Talvez ler entre na moda novamente com a popularização dos iPads, e-readers. Sou otimista.
Minha dica de leitura, especialmente para jovens arredios aos livros, é o impagável e filosófico "Meu pai fala cada m*rda" (Editora Sextante - à venda pelo submarino.com)
Atualmente está no ar a série criada a partir desse livro. Basicamente um cara precisa voltar a morar com os pais numa fase da vida adulta. E a conviver com seu pai, um figuraça, sarcástico, inteligente com um modo peculiar de criar seus filhos. Imperdível. Livro e série (2as feiras na Warner 21h).


Você acha ler uma coisa chata? Seu filho não gosta de ler? Então aqui vai a dica. Até o adolescente mais rebelde vai gostar desse livro (e você também!). Quem sabe não será o primeiro de muitos outros?


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Heróis de verdade

Olhe essas pessoas e responda honestamente: quem é chamado de herói e valorizado (em todos os sentidos) pela sociedade?
Donald Trump ou este anônimo professor?
Antes que alguém pense que sou contra dinheiro...peralá! Adoro, acho digno e uma ferramenta para tornar a vida de todos melhor. Não é o relativo sucesso financeiro a questão. Porque muitos milionários merecem cada centavo de sua fortuna. A questão aqui é mais profunda. Bem mais.
Li uma dessas mensagens de power point, enviada por uma amiga (a querida Termutes), sobre uma entrevista do Roberto Shinyashiki. Quase nunca abro mensagens assim. Mas quando vêm de algumas pessoas, que raramente enviariam, resolvo abrir mesmo que demore alguns dias como neste caso. Acho que meus amigos fazem o mesmo comigo, pois só repasso umas duas vezes por ano e quando realmente aquilo me tocou por algum motivo. Foi o caso.
Por coincidência, eu já havia lido a entrevista quando veiculada. 
Lembro que na época pensei em enquadrar em vidro prensado e pendurar em frente a minha cama para que eu pudesse ler ao dormir e ao acordar. Para que as verdades dali pudesse entrar, de fato, na minha mente.
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Não sou leitora de auto-ajuda, mas não tenho nenhum preconceito com a categoria. E o autor citado faz ecoar em mim uma passagen preciosa da vida, quando eu vivia um impasse e minha amiga Teté me ouviu e me deu um livro dele para que eu pudesse ler e pensar em minha decisão. Agradeço a ela ter me ouvido e ajudado a pensar até hoje, mesmo anos depois de sua partida precoce (o livro em questão era o "Sem medo de Vencer(ser)").
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A entrevista foi por ocasião do lançamento da obra "Heróis de Verdade" (na forma impressa e em audiolivro - clique aqui para conhecer). Um trecho da sinopse: 
 (...) motivos de angústia da competitiva vida moderna - a sensação de lutar intensamente e ainda assim não dar conta de tudo o que precisa ser feito. As pessoas trabalham como loucas, mas nunca conseguem o retorno desejado (...)
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Então ficadica: "Heróis de Verdade" (até para um bom e barato presente de Natal). Porque nem todo mundo vai se tornar um executivo multimilionário, nem todos descobrirão a cura de uma doença, nem todos inventarão algo genial. Um livro para que nós, pessoas normais de carne e osso, possamos perceber que sucesso e bravura não são sinônimos de títulos, posições sociais ou imensos salários. Um livro que apresenta a loucura moderna, os valores invertidos e convida a uma saudável reflexão.

Reflexão necessária na atualidade


quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Maus - obra de gênio (Art Spiegelman)

Você conhece esse cara?
Não? Pois deveria!
Art Spiegelman trabalhou um tempão na New Yorker, famosa por seus cartoons e charges. Mas não é este o motivo desse cara estar aqui hoje (Aliás, ele nem está mais na NY).
É que li sua graphic novel Maus e isso me mudou. Mudou meu patamar de exigência nesta categoria de publicação.
Filho de judeus sobreviventes do holoscauto, Maus narra todo o calvário passado por seus pais e o processo de elaboração do próprio livro, baseado em horas de entrevistas com seu pai.
Acho que foi um dos relatos mais tocantes que já li sobre o tema (e olha que sou meio fixada no assunto, então já li muito).  Mas o conteúdo é tão rico, o relato tão simples e humano que não dá pra largar o livro. Pra mim, atingiu o nível de gênio e ponto. Para quem ama simbolismos, prato cheio.
Embora exista um discussão sobre graphic novel ser ou não literatura, um dos capítulos de Maus foi agraciado com um Pulitzer especial em 1992 (explico: Maus foi inicialmente lançado em volumes separados e só agora há a versão com todos os volumes juntos). Então minha dica nesta quinta é essa: Maus.  
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Você não será mais o mesmo depois de ler

Se quiser adquirir, basta usar o botão de livros do submarino.com aí do lado.



segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Fun home - uma tragicomédia familiar

Acabo de ler a premiada obra de Alison Bechdel: a auto biográfica Fun Home - Uma tragicomédia em família, rendeu um prêmio Eisner à autora em 2007. Merecido.
A história é a da própria Alison, narrada desde a infância até começo da vida adulta. Nesse sentido, lembra um pouco o Retalhos de Craig Thompson (já comentado neste blog). Mas em Fun Home os assuntos são menos convencionais e, portanto, o risco de abordá-los de forma apelativa seria grande, não fosse a imensa sensibilidade e cultura da autora e sua busca por revisitar sua história familiar com um olhar munido de humanidade e compaixão. Assim, conhecemos seu falecido pai e seu conflito com a própria sexualidade, sua divisão entre o trabalho como professor e no serviço funerário (negócio familiar herdado). Daí o trocadilho do título: Fun Home é um modo de se referir à funerária ou serviço fúnebre nos EUA. E é um jeito sarcástico da autora se referir ao seu lar. O subtítulo tragicomédia já anuncia o que encontramos nas cerca de 200 páginas do livro. É cena comum na família conviver com o pai num cômodo, "preparando" algum cadáver da sociedade local para as última homenagens e, ato contínuo, irem todos jantar. O convívio tão próximo com a morte não tornou menos dolorosa  para a autora a perda do pai, devido a um acidente. O  pensar sobre o fato é recorrente e permeia toda obra, como uma tentativa de compreender se houve ou não algo de intencional por parte da vítima. Teria sido suicídio afinal?
A arte do livro me encantou. O uso de cores é muito banalizado a meu ver. E, de fato, não seria adequado ou correto atribuir à jornada  familiar narrada muitas cores. Poucas infâncias de fato são tão coloridas e na de Alison, fica evidente que seus conflitos internos e domésticos não a tornariam uma artista multicolorida. Seu traçado é do tipo que eu mais gosto. Estilizado, detalhado, expressivo, centrado na figura humana. Tudo sem excesso, bem econômico eventualmente. Muito limpo e bem definido. Lembrou-me outro cartunista, cujo desenho eu amo, o Laerte.
O livro aborda assuntos polêmicos como sexualidade, hipocrisia, traição, arranjos e papéis sociais, casamento, morte e luto de modo lírico e as referências à literatura e filosofia abarrotam alguns trechos (no bom sentido). Não se trata de uma obra light, para distrair (apesar do grande senso de humor e ironia da autora e do texto acessível), como muitos esperam quando pensam num livro todo desenhado (ou seja, história em quadrinho é uma coisa e graphic novel é outra. E mesmo HQs podem sem profundas). É uma obra de certa densidade, que estimula reflexão e demanda um certo despir-se de preconceitos para a leitura.
Para que curte graphic novel como eu, Fun Home é um prato cheio, transbordante e delicioso. Pra quem não conhece, um modo para começar em grande estilo.


Você encontra Fun Home à venda no submarino.com

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Dia Mundial da Alfabetização

"(...) Quando uma mulher é alfabetizada, ela pode fazer escolhas para melhorar significativamente sua vida. Mas, 10 anos depois do Século 21, dois de cada três do total de 759 milhões de analfabetos adultos no mundo são mulheres. Esta é uma situação intolerável que reflete uma das injustiças mais persistentes dos nossos tempos: a desigualdade no acesso à educação.
Não há justificativa – seja ela cultural, econômica ou social – para negar educação a meninas e mulheres. É um direito básico e uma condição absoluta para atingir todos os objetivos de desenvolvimento acordados internacionalmente. O analfabetismo mantém as mulheres marginalizadas e constitui um dos principais obstáculos para a redução da pobreza extrema em um mundo movido a tecnologia, onde ler, escrever e saber contar é indispensável para desfrutar de direitos e oportunidades básicos.
Por todos esses motivos, o Dia Internacional da Alfabetização este ano focaliza o papel altamente significativo que a alfabetização tem para aumentar a autonomia da mulher (...)" 
IRINA BOKOVA, diretora geral da UNESCO, 2010.
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Num mundo em que matar mulheres a pedradas ainda  é algo a ser combatido e num Brasil, onde todos os dias mulheres morrem por violência doméstica, é impossível não refletir sobre a educação que (não) oferecemos às nossas meninas. 
Saber ler e estudar é a melhor arma na luta contra a marginalização de nossas meninas e mulheres na/pela sociedade.
Se você acha que não tem nada a ver com isso, porque as meninas ao seu redor foram todas à escola, pense novamente...Elas têm hábito de leitura? Têm acesso a livros? São incetivadas a ler tanto quanto a se embelezar?
Leia. Pense. Mude.

Ensine e/ou incentive uma menina a ler. Vai mudar a vida dela!


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Sob o sol da Toscana - coluna no Monalisa de Pijamas


Hoje é dia da minha coluna no Monalisa de Pijamas sobre o que tá rolando de bom na TV !
Comento sobre o excelente filme "Sob o sol da Toscana" (que foi inspirado em livro e história verídica, coisas que adoro). Se tiver interesse no DVD ou nos livros, use nosso selo do submarino.com para adquirir por preços camaradas.
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PARA LER A COLUNA CLIQUE AQUI 
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Lembrete: Monalisa de Pijamas concorrendo a vários prêmios. Pra votar basta usar os links abaixo. Fácil e rápido. Bora votar?
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                              Blog Pluma, a gata/categoria quadrinhos


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Retalhos

Estou apaixonada pelo livro Retalhos. Motivo: arte e texto de primeira! Quando li uma entrevista do autor, Craig Thompson (que publicou a obra aos 27 anos em 2003), identifiquei-me ainda mais com colocações feitas por ele. Retalhos foi uma espécie de resposta à avalanche de temas fantásticos, surreais e à galeria infindável de heróis e criaturas com super-poderes que assolam (e mantêm) o mundo das HQ. 
Craig resolveu contar sua própria história na forma de quadrinhos. A infância foi na zona rural de uma cidadezinha coberta de neve nos confins dos EUA, junto a pais simplórios e radicalmente religiosos. Sua relação com o irmãozinho, os questionamentos surgidos no garoto visto como "loser" no colégio, vítima de bullying, a sensação de inadequação e impopularidade, o primeiro amor, enfim, coisas que muitos passamos também estão lá, nas belas páginas e texto primoroso, forjando uma personalidade com uma visão particular da realidade. Se você curte quadrinhos e uma boa história, ficadica!
Pós-post: No Submarino, precinho camarada! Aproveite!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Estréia no Monalisa de Pijamas

Alegria, alegria!
Foi meu sentimento com o convite para colaborar com o excelente Monalisa de Pijamas (quem tem um dos Podcasts mais engraçados do país!) e é meu sentimento ao ver minha primeira contribuição postada lá agora há pouco.
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Escreverei sobre tudo que rola na TV, na coluna Sofá da Mona.
A coluna será quinzenal, sempre às terças.
Minha estréia foi nesta tarde.
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Bora conferir?!

domingo, 8 de agosto de 2010

Mais uma FLIP que perdi

Condenada ao calendário escolar devido à minha profissão, sou uma dessas frustradas que nunca pode ir à FLIP - a Festa Literária Internacional de Paraty. Esse ano já foi, acabou. Tchau.
Só que duas celebridades que idolatro estiveram presentes ao evento. O que só aumenta meu luto em nunca poder ir.
ISABEL ALLENDE, essa senhorinha simpática aqui ao lado.
Ler Paula e a Soma dos Dias me modificou.
Confesso que se não fosse por ela, eu nada saberia sobre o Chile, além de que alguns de seus vinhos são bons (pra mim, só existia Argentina devido ao Quino..rsrs). Ela é simplesmente perfeita e seu senso de humor é o melhor. Além disso, é um ser humano que passou pela pior dor da vida e seguiu adiante. Fortaleza.


Outro ídolo que perdi: o excêntrico ROBERT CRUMB.
Estou atualmente lendo seu Gênesis.
Acho esse cara um gênio. E doido de pedra ( o que só aumenta seu star quality). Ah, você pode pensar: esses escritores e quadrinistas são todos doidos. Ok. Mas é que quando as pessoas que já são malucas acham alguém doido, é porque o cara realmente é... Maluquice master plus. Robert Crumb foi (toma clichezão!) um divisor de águas em minhas leituras de HQ. Fez-me pensar HQ de outro modo e o
american way também.


Então é isso, mais uma FLIP- fail na minha vida....
Agora é aguardar e ver quem eu vou perder no ano que vem!