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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Fofura da semana (rachando o bico)
Ao receber uma carta de rejeição de emprego, o pai resolver rasgá-la junto com seu filhinho de 8 meses.
Bem, a reação do bebê já diz tudo. E esse pai mostrou o que realmente importa nessa vida.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Meu pai fala cada m*rda (dica de livro)
Sou educadora e trabalho com jovens sempre na casa do 18 aos 20. Desde meu começo, tive a triste percepção (confirmada até hoje) de que a maioria não tem hábito de ler. Se alguma semente de amor pela leitura foi plantada ali, não germinou por n motivos.
Trago comigo uma certeza polêmica: é melhor que uma criança ou jovem leia um blog, uma HQ do que não leia nada. Até bula de remédio é melhor leitura que nenhuma leitura. Talvez ler entre na moda novamente com a popularização dos iPads, e-readers. Sou otimista.
Minha dica de leitura, especialmente para jovens arredios aos livros, é o impagável e filosófico "Meu pai fala cada m*rda" (Editora Sextante - à venda pelo submarino.com)
Atualmente está no ar a série criada a partir desse livro. Basicamente um cara precisa voltar a morar com os pais numa fase da vida adulta. E a conviver com seu pai, um figuraça, sarcástico, inteligente com um modo peculiar de criar seus filhos. Imperdível. Livro e série (2as feiras na Warner 21h).
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
"Nunca nada está morto" (Adélia Prado)
"Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras.
As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca vermelha
de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas
fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa
e não estava doente e nem tinha morrido, por isso ria,
os lábios de novo e a cara circulados de sangue,
caçava o que fazer pra gastar sua alegria:
onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca vermelha
de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas
fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa
e não estava doente e nem tinha morrido, por isso ria,
os lábios de novo e a cara circulados de sangue,
caçava o que fazer pra gastar sua alegria:
onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera"
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
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