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quarta-feira, 21 de março de 2012

"Vida" - oléo sobre tela, 40x40x40

Esse momento acontece com todo mundo. Só que alguns, como eu, admitem. Todo mundo uma dia senta para contemplar sua jornada nessa vida.

"É"... Acho que já vivi muita coisa  dei muitas voltas..."
Olhei para a metade de vida vivida. Olhei para o que faço e como me conduzi até ali. Sem orgulho, nem vergonha, olhei para o que pude fazer em cada situação.
Sinto que uma nova tela, branca, intocada, se materializou em mim, Embora seja parte de mim, apesar de ter me forjado a agir como ajo, acredito ter mais em mim. Posso pintar outra abra. Não sei se será um belo abstrato, se minha complexidade será sempre refletida em meu traço, só sei que há em mim a felicidade do desejo de mudança. Um recomeço...
Minha segunda metade exige que eu atenda o anseio, um grito de dentro de mim.


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Igualdade indesejada

Já há muito tempo, especialistas vêm chamando a atenção para o crescente número de mulheres jovens abusando de bebida alcoólica (algumas desenvolvendo inclusive o alcoolismo). Com os movimentos feministas, que lutaram por condições de igualdade entre homens e mulheres na sociedade, uma confusão parece evidente nas gerações posteriores, que já nasceram desfrutando de melhores condições na sociedade.
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A confusão é, enquanto mulher, julgar-se igual ao homem do ponto de vista físico, orgânico. A confusão é entender que hábitos como beber demais, fumar etc, anteriormente quase exclusivos da  macharada, provoquem em um organismo feminino o mesmo impacto deletério. Infelizmente, estudos revelam que o álcool, por exemplo, tem um afeta mais negativamente e em menor prazo as usuárias, quando comparadas aos usuários.
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A inserção no mercado de trabalho, a conquista de cargos de chefia, o maior número de mulheres se realizando profissionalmente e tornando-se independentes dos desmandos machistas é um tesouro valioso, negligenciado por atitudes que compromentem a saúde da mulher. Falta de informação? Mas justo na geração da internet? Crença da juventude eterna, comum na juventude? Falta de auto-estima? Ou tudo isso junto e misturado?
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Não sou puritana. E quem nunca tomou um porre na vida,que atire a primeira caneca. O problema é que nunca a juventude bebeu e se drogou TANTO, nunca se teve tamanha variedade de drogas e acesso farto ao álcool apesar da disponibilidade de rios de informação. Mas informação é diferente de formação. Educação sentimental já. Por que ninguém percebe a demanda urgente de psicólogos nas escolas e de programas que estimulem o auto desenvolvimento dessa juventude? Não é fácil ser jovem, nunca foi. Por que não fazemos nada? As escolas batalham para conseguir ensinar a ler e escrever e isso já está difícil. Sem investimento, não há resultado. Falta o básico. Mas na escola dos meus sonhos, disciplinas como "Auto cuidado", "Educação sentimental" , "Filosofia" e "Ética" figuram na grade. Nada de nota, nada de pressão. Espaços para aprender, ouvir, falar, observar, debater e ajudar o jovem a resgatar valores importantes. Nada de hipocrisia, nem moralismo. Sonhar é bom...
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Homens e mulheres serão sempre distintos organicamente. Não significa maior fragilidade feminina, apenas particularidades, também presentes na fisiologia do corpo masculino (que também não aguenta de tudo, como alguns machões insistem em crer...). Aguardo campanhas e investimentos para a saúde da mulher em especial, curiosamente esquecida num país com uma presidenta. 

Amy Winehouse - talento jovem ofuscado pelas drogas e álcool


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Heróis de verdade

Olhe essas pessoas e responda honestamente: quem é chamado de herói e valorizado (em todos os sentidos) pela sociedade?
Donald Trump ou este anônimo professor?
Antes que alguém pense que sou contra dinheiro...peralá! Adoro, acho digno e uma ferramenta para tornar a vida de todos melhor. Não é o relativo sucesso financeiro a questão. Porque muitos milionários merecem cada centavo de sua fortuna. A questão aqui é mais profunda. Bem mais.
Li uma dessas mensagens de power point, enviada por uma amiga (a querida Termutes), sobre uma entrevista do Roberto Shinyashiki. Quase nunca abro mensagens assim. Mas quando vêm de algumas pessoas, que raramente enviariam, resolvo abrir mesmo que demore alguns dias como neste caso. Acho que meus amigos fazem o mesmo comigo, pois só repasso umas duas vezes por ano e quando realmente aquilo me tocou por algum motivo. Foi o caso.
Por coincidência, eu já havia lido a entrevista quando veiculada. 
Lembro que na época pensei em enquadrar em vidro prensado e pendurar em frente a minha cama para que eu pudesse ler ao dormir e ao acordar. Para que as verdades dali pudesse entrar, de fato, na minha mente.
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Não sou leitora de auto-ajuda, mas não tenho nenhum preconceito com a categoria. E o autor citado faz ecoar em mim uma passagen preciosa da vida, quando eu vivia um impasse e minha amiga Teté me ouviu e me deu um livro dele para que eu pudesse ler e pensar em minha decisão. Agradeço a ela ter me ouvido e ajudado a pensar até hoje, mesmo anos depois de sua partida precoce (o livro em questão era o "Sem medo de Vencer(ser)").
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A entrevista foi por ocasião do lançamento da obra "Heróis de Verdade" (na forma impressa e em audiolivro - clique aqui para conhecer). Um trecho da sinopse: 
 (...) motivos de angústia da competitiva vida moderna - a sensação de lutar intensamente e ainda assim não dar conta de tudo o que precisa ser feito. As pessoas trabalham como loucas, mas nunca conseguem o retorno desejado (...)
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Então ficadica: "Heróis de Verdade" (até para um bom e barato presente de Natal). Porque nem todo mundo vai se tornar um executivo multimilionário, nem todos descobrirão a cura de uma doença, nem todos inventarão algo genial. Um livro para que nós, pessoas normais de carne e osso, possamos perceber que sucesso e bravura não são sinônimos de títulos, posições sociais ou imensos salários. Um livro que apresenta a loucura moderna, os valores invertidos e convida a uma saudável reflexão.

Reflexão necessária na atualidade


sábado, 2 de outubro de 2010

Rorschach é pop

Não lembra? O Brad podia fazer o papel dele no cinema!
Hermann Rorschach foi um psiquiatra suiço, imortalizado por seu trabalho sobre o significado psicológico de interpretações dadas a manchas de tinta (o famoso Teste de Rorschach). Infelizmente, ele morreu um ano depois de publicar seu trabalho, mas seus sucessores continuaram as pesquisas. Seu Teste (de 1921) é, ainda hoje, um dos mais investigados e utilizados  em todo o mundo (espero que meus amigos psicólogos se orgulhem de meu breve e leigo parágrafo sobre Rorschach!).
Pois não é que o cara era a cara do Brad Pitt? Fuçando na net, achei essa foto aí de cima. Se fizessem um filme sobre o o cara, podiam por o Brad no papel. Por favor, não considerem um heresia de minha parte. Parecer com Brad só agrega valor na pessoa, pensa bem! (rsrssr... o cara era gênio e gato)
Se você gosta de HQ como eu, vai se lembrar na hora de uma personagem do Watchmen chamado de Rorschach, que usava uma máscara na face que mostravam manchas (que mudavam), referência ao teste. Curiosamente, é uma personagem de estado mental super instável.
Viu? HQ é cultura também!

O Rorschach do Watchmen. Não é bem sacado?
Existem alguns desenhos animados que, quando mandam as personagens para um psi (cólogo ou quiatra), sempre as colocam avaliando manchas numas pranchas de papel. Já vi no Pernalonga, nos Animaniacs....
Conclusão: Rorschach já se incorporou à cultura pop.