sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Tropa de elite, osso duro...

... de roer!
Música chiclete que me pego ouvindo mentalmente, enquanto tento vencer os pequenos congestionamentos das avenidas e a irritação crescente com a vagarosidade do carro da frente. Será um lado (ou um fundo?) meu querendo me dizer algo que nunca se cala? Que carregamos uma sombra, que vez ou outra parece querer ofuscar nosso projeto de ser maiz zen, tolerante e bacana... (ser a outra?).
Fato é que me peguei pensando, e muito, qual posição almejaria conquistar, caso seguisse carreira militar ou na polícia. Curiosa a mente da gente. Pra que pensar nisso?  Mas, vamos lá: eu cheguei à conclusão de iria gostar de ser atiradora de elite.

Resolvendo num segundo.
Não pensei no posto que me pagaria mais ou daria  mais poder. Pensei qual função, das que uma leiga como eu conhece, eu iria amar fazer. Realmente curtir desde o treino constante até a ação em si. Uma das coisas que mais detesto é sofrer estresse. Ironicamente, na vida real trilho uma das profissões mais estressantes da atualidade. E até meu coração me trai, fazendo-me gostar de uma profissão imaginária ainda pior.
Então, por que me atrai tanto?
E aí penso que é como um punhal saíndo da mente, sem controle.
Uma parte de mim me deu a frieza suficiente pra ficar à espera com a mira feita e o dedo em um gatilho sensivel. A outra parte anseia intensamente por disparar o quanto antes pra poder ter a sensação do alívio que todo "por um triz" provoca quanto se acerta o alvo. Quando um problema ou um inimigo, pode chegar ao ato final, ao duelo derradeiro. Matar e morrer, no mesmo segundo. E, morto e vivo juntos, poderem seguir adiante.
Que sedutor resolver muitas coisas num disparo só...não?
Ainda mais quando se vive sem conseguir sequer mirar num alvo só.
Depois paro e penso que talvez seja só o avesso de uma identificação com o alvo da mira. Sim, acho que seria atiradora de elite por me sentir o tempo todo no lugar do alvo.

3 comentários:

Anônimo disse...

Ju, que coisa mais louca vc gostaria de ser!Desculpa amiga, mas vc não pensa que o alvo é"gente"? Eu fico gelada só de pensar, então nem vou assistir filmes como tropa de elite.Prefiro viver no sonho!Eu, queria ser banqueira mas poderia swer também uma talentosa artista plástica!

Ju disse...

Oi, anônimo
Justamente o que quero dizer, eu jamais seria algo militar ou da polícia, mas por um devaneio inexpicavel fiquei pensando se eu tivesse que ser algo assim, qual as funções eu me adaptaria melhor.
E o texto se trata de um metáfora interna minha, um devaneio como disse. Acho que se todos olhassem essa sombra em si mesmos, seriam melhor resolvidos e não teriamos que ter tanta violnecia na vida real ou tropas de elite, bopes etc e tal.
nao me identifico realmente com a violencia crua de filmes assim,tb não me fazem bem, nem fui ver o numero 2, mas a musica esta no ar e questao social tb. Mas não julgo os soldados em si, mas questiono um sociedade que se constroi precisando de intervençoes cada vez mais agressivas...
Abs

Mariana disse...

Ju, Adorei o seu post... Nossa cabeça muitas vezes faz uns caminhos esquisitos, mas que são para que aprendamos mais sobre nós mesmos... Atirador e alvo, dois lados da mesma essência... Como tudo na vida... Processos de identificação... tudo muito complexo e verdadeiro. Doloroso e libertador. Bjos.