domingo, 3 de outubro de 2010

Memória Líquida

Hoje no twitter, presenciei um ato de bravura: @inagaki, todo feliz, anunciando que tinha achado Fanta Uva Zero num supermercado e que não era em qualquer lugar que se podia encontar tal iguaria.
Acostumada a manter secreta minha paixão por esta mistura de corantes e gás (provavelmente até radioativa...), não pude me conter...prestei solidariedade ao twitteiro, como um freqüentador do AA que se identifica com outro nesta sociedade tão preconceituosa...

E num exercício de libertação, porque não abrir de vez meu histórico mega junkie de consumo de líquidos? Então, prepare seu estômago...

Rótulo novo da velha gengibirra
Tradicional na região onde cresci (Interior de São Paulo, Piracicaba) e, até onde pude averiguar um exclusividade da cidade, a Gengibirra Limongi é minha memória mais antiga de bebidas trash que eu gosto. Vende até hoje! Experimentei recentemente. Não sei se foi a mudança para embalagens plásticas, ao invés do tradicional vasilhame igual de cerveja, mas não é mais a mesma coisa de meus idos anos. mas se você visitar a cidade, não deixe de provar essa versão ímpar da soda limonada.
Lembra de Gini? Poucos lembram
Seguindo a linha soda, lembro do delicioso Gini. Na garrafinha pequena, uma maravilha. Nunca mais vi...

Comtemporâneo ao Gini, tínhamos também o refri de laranja chamado Crush. É por causa desta bizarra bebida com cor digna de um Ajax que muitos ruivos pelo mundo foram escrotizados com o apelido "arroto de Crush". 


E como o consumo de frutas é super saúde, nada como ampliar nossa memória. Os clássicos da Brahma (guaraná, sukita - de laranja e a soda limonada) em suas garrafinhas cheias de peneuzinhos (coisa que não venderia nos dias de hoje, onde ninguém pode ter pneuzinho).

Provando ser uma delícia repaginada e atual, aqui está minha rainha Fanta Uva em sua refinada versão Zero. Delírio para os junkies que se preocupam com a silueta. Como @inagaka falou, difícil de achar. Detalhe mórbido: na minha opinião, quando perde o gás, fica ainda melhor!

Esse era o guaraná da Coca-cola, o Taí. Delicioso e parecido com o Kuat atual.

Jogando pesado agora, reavivo meu paladar com a famosa Maçã, presente em 100% das casas de avós. Se você nasceu na década de 70 e nunca experimentou, deve ter ficado uns 30 anos em coma. Lamento. Era um tipo de tubaína com maçã, mega doce e que vinha numa garrafinha escura de cerca de 300mL. Me deu água na boca só de digitar isso...


Poxa, mas que lixo! Só refrigerante?! Não! Tinha também essa maravilha de pozinho para "suco", sugestivamente chamado de Ki-Suco (eram os primórdios da propaganda zé-graça). Vários sabores que tinha em comum deixar sua língua colorida por uma semana.
E pra fechar com um clássico que divide a humanidade entre "os que gostam" e "os que não gostam", aqui está a incomparável Groselha Vitaminada Milani ! Iarrú! Melhor que esse xarope licoroso, só seu jingle chiclete ( Groselha vitaminada Milani/iarrú!/é uma delícía/iarrú!/...) com direito a cabecinhas que pulavam e gritavam iarrú! (são as do rótulo). Sério, pessoal que criava essas coisas devia tomar muito ácido...

2 comentários:

Victoria disse...

hahahaha ja bebi todas rssss....esse suco de pozinho é trashh...mas hj em dia nao gosto mais de refri!! so cerveja mesmo! rsss bjuss

Mariana disse...

Adorei o título do seu post. Realmente o que bebemos e experimentamos na infância e na adolescência, nos deixa uma marca inesquecível... Não bebi todas as bebidas citadas por você, mas teria uma para acrescentar, a Tubaina... Acho que era mais da região onde eu morava do que da sua. Nem sei se existe ainda!