Mostrando postagens com marcador esportes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador esportes. Mostrar todas as postagens

sábado, 9 de junho de 2012

Ártemis das quadras

Vencedora absoluta de Roland Garros 2012, Maria Sharapova é uma encarnação de Ártemis, irmã de Apolo.
Tênis, um dos esportes mais elegantes do mundo. Onde seu adversário pode confirmar espontaneamente que a bola de seu adversário foi "dentro". Um esporte de ladies e gentlemen.
Do topo do podium, as primeiras palavras de Sharapova foram dirigidas à oponente italiana, ressaltando as qualidades e a dificuldade dque sentiu para vencer o jogo, desejando novas partidas. Tem coisa mais "deusa" que isso? Um força da natureza, aliada a princípios elevados. Se o futebol é o esporte eleito pelo do povo, tenho certeza de que no Olímpo o eleito seria o tênis.
E vamos combinar uma coisa: eu preferia que as meninas de hoje tivessem mulheres como Sharapova como ídolo. Já que tem a beleza de uma top, porém a disciplina, obstinação e coragem de uma guerreira. Chega de beleza vazia. Aí está também o encanto de Sharapova. Star quality, meu bem. Imagens de Maria Sharapova em Roland Garros (meu Olímpo pessoal) que poderiam ser eternizadas no mármore.

Ao invés de arco e flecha ...

... esta Ártemis empunha sua raquete !


domingo, 4 de dezembro de 2011

Uma pessoa autêntica a menos...que pena!




Recebi com tristeza a notícia da passagem do ex-jogador Sócrates. Não acompanho futebol (embora saiba até a regra do impedimento), não ligo para quem será campeão hoje ou amanhã. Nada disso. Mas vi Sócrates jogar naquela seleção de 82, sabia de seu talento como atleta. Ele fez história. Fato.
O que mais lamento é a perda do ser humano Sócrates. Um cara autêntico e, portanto, polêmico. Uma cabeça pensante, mesmo que com idéias divergentes de algumas minhas, um cara culto, muito simpático (sim, já cruzei com ele aqui em Ribeirão, nas épocas de Faculdade e bares, chopadas e afins), carismático e sensível à realidade. Ao contrário de muita gente reacionária, que se regogiza quando alguém falece em decorrência de algum hábito prejudicial à sáude (como declarado, ainda em vida pelo próprio Sócrates, que também era formado em Medicina aqui pela FMRP-USP) eu nunca, jamais tenho esse sentimento. Foi assim com a Amy  Winehouse (que se foi tão precocemente) e talvez até rolem esses comentários desumanos sobre a doença e falecimento do ex-jogador. Eu tenho pena de quem se posiciona assim. Somos todos falíveis, vulneráveis, fracos. Somos todos cheios de potenciais e talentos também. Ninguém escolhe ser doente e enquanto a dependência química/psíquica/whatever e seus portadores não forem tratados com o mesmo respeito que pacientes com câncer, o que vai imperar é a equivocada opinião de que o dependente só assim o é por "opção". A Ciência ainda não desvendou todos os mecanismos desse quadro tão complexo, então, não julgue ninguém por qualquer vício que tenha. Mesmo quem luta para controlar, nem sempre é bem sucedido, essa é a verdade.
Para mim, perdemos um ser humano verdadeiro, politizado, consciente, autêntico. Um cara que valia ser ouvido e era corajoso o suficiente para se expor sem máscaras.
Valeu, Sócrates. Pelo futebol lindo e pela jornada humana.

domingo, 23 de outubro de 2011

O Pan, as Olimpíadas, a Copa e eu

Adoro, simplesmente a-do-ro, Pan e Olimpíadas. Não dou a mínima para Copa do Mundo. Por quê? 
Talvez porque os atletas das diversas modalidades formem uma comunidade bacana e humana nas vilas em que se hospedam, porque torçam uns pelos outros, porque tenham uma vida árdua e muitas vezes nem possam viver do esporte ao qual se dedicam. É mais raça, menos dinheiro, menos holofotes, menos endeusamento.
Gostaria que todos os atletas pudessem se dedicar exclusivamente ao esporte. Mas no país do futebol, sabemos que esta não é a realidade. E talvez seja por esse motivo, por solidariedade de uma modesta professora, que não simpatizo com o mundo do futebol. É muito dinheiro, muita permissividade, muita mídia. Para mim, todos os esportes são importantes e isso não combina com a visão do brasileiro médio. Outra coisa injusta: apesar de ser um esporte coletivo, no futebol são eleitos os craques. Como se o time não contribuísse para os resultados.
Futebol que me faz torcer é portanto o feminino. Algumas meninas já jogam fora do país. O país do futebol é também o país machista, dos homens. São meninas simples, que convivem com o preconceito e que apesar de tudo, jogam bonito.
Estou achando a Copa do Mundo no Brasil um verdadeiro esquema de desvio de verbas públicas (sou paranóica ou escaldada?). Uma maquiagem grotesca num país que não investe quase nada em esporte. Não investe nem em educação, nem em saúde. Sinto vergonha de pagar tanto imposto e ver quase nada sendo revertido para a população.
Cresci praticando esporte. No meu caso foi o tênis e o basquete, apesar de jogar de tudo um pouco. Cresci aprendendo que a prática desportiva é saúde e que nos ensina muito. Quantas crianças não estão por aí, largadas, sem a mesma chance? Se tivessemos governo sério, seria muito diferente. Se tivessemos um povo que levasse as eleições mais a sério, quem sabe?
.
"Cada povo tem o governo que merece"




terça-feira, 9 de novembro de 2010

Meritocracia - What?!

Em meus papos facebookianos com minha amiga Claudinha, cujo sobrenome é "bom gosto" (sempre vale ressaltar, pois é artigo raro no mundo! Taí uma pessoa fashion por natureza...) surge a palavra meritocracia, numa nerdice que me deu num certo momento de revolta cívica. Enfim, esse tipo de coisa que rola pós-eleição e pós-ENEM bichado. Sabe quando alguem te pergunta uma coisa que você sempre fala, mas pela pergunta te desperta uma dúvida inesperada? (por exemplo, você bebe leite todo dia, mas alguém te pergunta se leite é "solução" ou "suspensão" ou "emulsão", sabe? Daí você tem que checar? Resp: suspensão- e sei disso por minha Quimio-amiga Dani, a professora de química mais bonita que já vi! Puta preconceito dizer isso, mas...whatever)

Direto do dicionário dos vagais ocupados como eu (ou seja, Google e Wikipedia)  tá lá :

"MERITOCRACIA (do latim mereo, merecer, obter e o sufixo cracia indica "governo, comando") é um sistema de governo ou outra organização que considera o MÉRITO a razão para se atingir determinada posição. Em sentido mais amplo, pode ser considerada uma ideologia (ah, com certeza, talvez até uma utopia!). As posições hierárquicas são conquistadas, em tese, com base no MERECIMENTO e entre os VALORES ASSOCIADOS estão EDUCAÇÃO, ÉTICA/MORAL, aptidão específica para determinada atividade (vulgo "talento")."
.
Obviamente que avaliar/quantificar o mérito é tarefa subjetiva inerentemente. Sempre haverá espaço para dúvidas em certos casos. Uma prova teórica é capaz de avaliar toda dimensão de um ser humano? Seu grau de instrução, obrigatoriamente, o define como pessoa? Toda pessoa tecnicamente preparada tem ética? 
.
São muitas questões e é por este motivo que o tema me instiga em meu ofício. Tenho buscado ler sobre pedagogia, didática e sobre ensino para buscar esta "utopia" em minhas salas de aula. Não estou nem perto de conseguir, neste universo pequeno e sob meu total controle de decisão. Imagino o que não deva ser numa escala federal, na nossa política por exemplo, nos cargos públicos, nas seleções de uma empresa. Nem sei se é viável...
Só sei que quanto mais leio, mais perguntas tenho e mais me apaixono pelo tema.

Genética: meritocracia FAIL nos esportes!