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sábado, 1 de outubro de 2011

Um novo silêncio

Já aconteceu com todo mundo. Você manda um mail, mensagem, DM whatever e...a pessoa não te responde.
Bem, tem gente que quanto menos contato, melhor. Mas algumas que impõem esse novo tipo de "silêncio" provavelmente não sabem seu impacto.

Minha sábia amiga Claudinha, do Brasilicus, outro dia postou um frase interessante no FB: que agora ela seleciona suas amizades de acordo com a agilidade de resposta. Achei engraçado porque é o que a gente pensa mesmo quando imerso nesse silêncio do mundo virtual. Quando você sabe o motivo, vá lá, mas e quando não? Como sou uma pessoa bobinha, fico triste. Porque, às vezes, esse meio é o único de comunicação entre você e aquela pessoa. 
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Não saco nada de etiqueta na internet. Devo insistir? Ou me recolho no silêncio? Lógico, nada há  de se fazer quando se é ignorado. O jeito é não encanar. Mas engana-se quem não acredita que amizades surjam no meio virtual. Eles surgem e seus sentimentos são os mesmos que pessoalmente. Quem acha internet um modo mais seguro de se relacionar, pela distância, está redondamente enganado. Machuca igual. Pior: nada pode se feito, exceto aceitar.
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No twitter, ganhar ou perder seguidores não incomoda. Os contatos são em 140 caracteres e a oscilação de seguidores é normal e sazonal. Alguém pode não te responder porque não viu, dada a velocidade da timeline. Mas no FB, coisa mais íntima, não há como. Ou há?
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Tenho empatia, simpatia e curto essa geração Y de agora. Mas meu coração ainda é X. Daqueles que esperavam cartas e bilhetes e agora tem que se contentar em ficar dando F5... F5 e nada. F5 e nada e caixa vazia do correio é tudo mesma coisa...Mesmo sentimento.

F5 é a nova caixa de correio. O efeito é o mesmo...
Pós post: E como é BOM quando o F5 finalmente te traz novas letrinhas, uma mensagem tão esperada!

terça-feira, 8 de março de 2011

Dia internacional da mulher (jura?)

Mal sei andar e já tenho que cuidar de um filho?

A gente nasce, mal aprende a andar e colocam uma boneca quase do nosso tamanho pra gente já brincar de "mãe". Quando a coordenação se apura um pouco, chegam as panelinhas, forninhos e mais bonecas-filhas. Sem menininho (um marido) pra ajudar nas tarefas domésticas, apenas comadres tão experientes quanto a gente.
Daí vai crescendo e ouve que está tendo oportunidades iguais aos dos meninos da família. Então, funciona assim: você é exigida a saber fazer tudo que os garotos fazem e além disso ser uma princesa. Tem que trocar pneu, ser bem sucedida no trabalho, mas também ser super mãe, super mulher, super amante, super filha.... Crescer tentando atender tantas exigências veladas (as piores sempre são) é caminho certo para a frustração e infelicidade (Basta observar os comentários sobre aquela sua amiga que decidiu ser "apenas" dona de casa. Ou aquela que teve a ousadia de não querer ter filhos ou mesmo se casar).
No trabalho, em qualquer área, é preciso ralar cinco vezes mais para ser tratada com o mínimo de respeito. Nas promoções, nada de ilusões: um homem, mesmo sem o mesmo preparo, será a primeira opção. Ainda será solicitada para treiná-lo. Se for solteira, terá que ouvir argumentos do tipo: "ele tem família pra sustentar" e outras frases ridículas dessas situações em que a mediocridade é premiada. Não generalizo, falo apenas do que vivi ou já vi ao meu redor infelizmente.
Idoso, mulher, criança, índio, negro, gay... Todos poderiam comemorar na mesma data o descaso e a falta de respeito com que são tratados. Para mim, dia disso ou daquilo é apenas reflexo de falta de espaço na sociedade. Então tá, pega aqui um dia. E vê se não reclama...
O descaso e a falta de reconhecimento da mulher e seu papel, da contribuição do feminino em nosso universo começa tão cedo. Pior: é ensinado pelas mães. Por mais que uma mãe diga a sua filha que ela é igual ao seu irmão, o fato da menina TER que arrumar a própria cama e seu irmão NÃO, já diz mais que muitas frases vazias. A menina TEM que ajudar com a louça. O irmão está na sala, conversando com o pai, que também não ajuda em nada em casa. Criada para ser super, essa mulher nem reclama. Ela trabalha (fora e em casa), ajuda nas despesas, mas seu homem acha que ajudar significa apenas levantar os pés para que o chão seja varrido embaixo. Há exceções? Certamente. Todavia, estou me referindo a imensa maioria. Se você é homem e está lendo, balançando a cabeça negativamente, acredite: você não vê porque quando estamos numa posição confortável e vantajosa, fechamos os olhos para muitas coisas.
O que a mulher conquistou até hoje custou muito. Casamentos, lágrimas, famílias, pais, filhos, namorados, sangue, vidas... O preço foi e é altíssimo. E tudo só por um punhado de direitos. Coisa básica como votar, por exemplo.
Hoje é dia da mulher? Quer que eu dê pulinhos de alegria? Jura mesmo?Whatever. Para mim e para o resto das mulheres do planeta, um dia não compensa, nem muda os 364 dias restantes em que lutamos para sobreviver num mundo machista e misógino.