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quarta-feira, 11 de maio de 2011
sábado, 11 de setembro de 2010
WTC- Onde você estava no 11/09?
Eu havia me mudado há pouco tempo para o apartamento onde vivo atualmente. Era uma manhã ensolarada e clara, como cotumam ser as manhãs de setembro. Eu estava na pós-graduação ainda e estava trabalhando no meu notebook em frente á televisão ligada. Estava passando um desses programas de TV matinais, que mesclam notícias, variedades e receitas culinárias.
De repente a notícia: um avião havia colidido numa das torres do World Trade Center em New York. Achei tão absurdo que imediatamente mudei o canal para a CNN que então transmitia ao vivo as imagens daquele prédio fumegante.Lembor-me de ter pensado que os pilotos devem ter tido problemas, pois seria impossível bater num edifício daquele, blábláblá, whatever... E então, o segundo avião.
Do sofá de minha sala, vi os segundos que precederam o segundo ataque. Vi o avião se aproximando, parecendo um brinquedo. Mais um avião?! Outra torre segundo rasgada... Eu gritei. Recordo-me de ter sentido um aperto no peito, um frio na barriga. Como? Por que? O que era aquilo?! Os minutos seguintes só reforçaram o mal estar. O jornalista da CNN, relatando, muito nervoso, a queda de mais dois aviões: o do Pentágono e o da Pensilvânia. Eu tive certeza de que seria o início da III Guerra Mundial ou algo equivalente.
Se você perguntar ao seus amigos, todos saberão dizer onde estavam quando as torres foram atacadas. É o "assassinato de Kennedy de nossa geração".
Passados 9 anos, o 11 de setembro continua a ser uma sombra no calendário. Uma lembrança triste e assustadora misturada com uma certa apreensão. É como se nesta data houvesse um risco maior de algo acontecer. Sei que é tudo psicológico, mas sempre acho um dia estranho. Eu sei que não procede, mas quem manda no sentimento?
Li tudo que pude, escutei de tudo, pensei em cada teoria oficial e extra-oficial sobre como e por que tudo aconteceu. Até teorias conspiratórias Nada aplaca minha perplexidade. Quando, aos 13 anos, li o Diário de Anne Frank, senti o mesmo sobre o Holocausto. Cheguei à conclusão de que jamais me contentarei com qualquer argumento peloo simples fato de não achar justificável qualquer morte "matada". E não importa em nome de qual deus ou nação.
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