domingo, 12 de junho de 2011

Dia dos namorados - tênis ou frescobol ?

Adoro jogo de tênis. As grandes competições são transmitidas pela TV para todo o mundo. É emocionante. Sabe qual a graça? É uma disputa com vencedor e perdedor. O tenista é treinado para focar apenas no próprio jogo, estudando potenciais fraquezas do adversário. É só no que ele pensa: o erro do outro medará a vitória também.
Não são transmitidas partidas descontraídas (e divertidas) de frescobol (aquelas raquetinhas com a bolinha de borracha) que duplas jogam pelo extenso litoral brasileiro. Nem de qualquer outro lugar. A audiência daria um traço. Sabe por quê? Não é uma disputa, não há vencedores, nem perdedores. No frescobol o objetivo é devolver a bola na mão do parceiro. Quando isso não feito, sempre há um "desculpa aí" ou "foi mal" por parte de quem mandou a bola difícil de alcançar. Ninguém reclama, sabe que o outro tentou e se esforçou por mandar o melhor de volta e vice e versa.
Tá, e o que isso tem a ver com as relações, em especial as amorosas, em pleno dia dos namorados?! Tudo.
É comum ouvir relatos de desentendimentos entre casais e ver claramente que estão jogando tênis. As discussões têm que ter um vencedor. Recentemente na TV americana foi lançado um programa com convidados ilustres (como Madonna e Jerry Seinfield) que apreciam uma pendenga conjugal e decretam um vencedor. A audiência deve estar alta.
O amor e o comprometimento com uma relação, não importa de qual tipo, e tentar fazer dar certo essa parceria na vida depende da escolha da modalidade de jogo: tênis ou frescobol? Não conheço uma relação duradoura que use a filosofia do tênis e sua competitividade. O amor genuíno, verdadeiro, depende da filosofia do frescobol para durar.As falhas do parceiro não são vistas como chances de "vitória", afinal a princípio vocês estão no mesmo time. Há mais observação, compreensão e tentativa de oferecer seu melhor sempre. Há mais pedidos de desculpa, há mais esforço em ir atrás da bola mal direcionada, que vai sendo ajeitada o tempo todo pelos dois jogadores. A parceria faz a bola ser rebatida mais tempo, ficar mais tempo em jogo. Na prática do tênis, um ace (ponto por saque impossível de ser rebatido) é um dos momentos mais esperados. O que importa é a vitória de um e não manter a bola em jogo.
Nesse dia dos namorados, mandem esse modesto post para reflexão dos jogadores que vocês conhecem e que praticam um tênis agressivo e, no fundo, sem vencedor. Ter auto-crítica e humildade, fazem o ojogador que mandou mal no frescobol se desculpar. Porque ele quer a bola em jogo. E com aquele parceiro. Sempre.
Vamos pensar nas relações anteriores e atual? Você é um jogador de tênis ou frescobol? Ficadica.

Atenção e gentiliza com parceiro são tudo no frescobol!






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